Territórios urbanos disputados
estudo exploratório sobre ações coletivas de movimentos socioterritoriais em Argentina
DOI:
https://doi.org/10.33081/33%25pPalavras-chave:
Agenda urbana, Argentina, Cidade, Movimentos socioterritoriais, TerritorializaçãoResumo
Neste artigo propomos contribuir para o conhecimento das disputas pela(s) cidade(s), refletindo sobre a apropriação dos territórios urbanos por meio de ações coletivas que são promovidas pelas organizações sociais, que, por sua vez, compõem movimentos socioespaciais e socioterritoriais. Especialmente, estamos interessados em aprofundar os conflitos urbanos relacionados aos processos de territorialização, desterritorialização e reterritorialização desenvolvidos atualmente nas cidades argentinas. Como estratégia utilizamos uma metodologia de levantamento sistemático de notícias, articulada com técnicas de análise de conteúdo e de informação geográfica, começando a mapear a geografia dos movimentos socioespaciais e socioterritoriais urbanos a partir das ações coletivas identificadas. Assim, através de um estudo exploratório destes processos socioespaciais e socioterritoriais recentes procuramos contribuir para a análise dos tipos, modalidades e objetivos da ação coletiva, bem como dos seus processos de espacialização/territorialização nas diferentes cidades e territórios urbanos da Argentina. Vale esclarecer que esta proposta conceitual surge no âmbito de um trabalho de pesquisa mais amplo e coletivo, desenvolvido no âmbito do DATALUTA e del Grupo de Trabalho CLACSO “Movimentos sócio- territoriais em perspectiva crítica e comparativa” (2023-2025) pelo qual estão sendo estudadas ações coletivas de movimentos socioespaciais e socioterritoriais de diferentes países da América Latina e do Caribe. Os resultados apresentados contribuem para a compreensão do conflito urbano e dos processos de apropriação da cidade, compreendendo os modos de organização dos movimentos socioespaciais e socioterritoriais urbanos que realizaram ações coletivas na atual Argentina.
Downloads
Referências
CASTELLS, M. La ciudad y las masas: sociología de los movimientos sociales urbanos. Madrid: Alianza, 1986.
SANTOS, R. dos. Movimentos sociais e Geografia: sobre s(s) espacialidade(s) da ação social. Río de Janeiro: Consequência, 2011.
FERNANDES, B. Movimentos Socioterritoriais e Movimentos Socioespaciais: contribuição teórica para uma leitura geográfica dos movimentos sociais. Revista NERA, ano 8, n. 6, p. 14-34, 2005.
HALVORSEN, S.; FERNANDES, B.; TORRES, F. Movimentos socioterritoriais em perspectiva comparada. Revista NERA, v. 24, n. 57, p. 24-53, 2021.
LEFEBVRE, H. La producción del espacio. Madrid: Capitán Swing Libros, 2013.
PORTO-GONÇALVES, C. Geografías: movimientos sociales, nuevas territorialidades y sustentabilidade. México: Siglo XXI editores, 2001.
PORTO-GONÇALVES, C. Lucha por la Tierra. Ruptura metabólica y reapropiación social de la naturaliza. Polis. Revista Latinoamericana, v. 45, 1-21, 2016.
SCHUSTER, F. Las protestas sociales y el estudio de la acción colectiva. In: SCHUSTER, F.; NAISHATAT, F.; NARDACCHIONE, G.; PEREYRA, S. (comp). Tomar la palabra: estudio sobre protesta social y acción colectiva en la Argentina contemporânea. Buenos Aires: Prometeo Libros, 2005. p. 44-83.
SOBREIRO FILHO, J. Contribuição à construção de uma teoria geográfica sobre movimentos socioespaciais e contentious politics: produção do espaço, redes e lógica-racionalidade espaço-temporal no Brasil e Argentina. 2016. 440 f. Tese (Doutorado em Geografia) – Programa de Pós-graduação em Geografia, Universidade Estadual Paulista, Presidente Prudente, 2016.
SOUZA, M. L. de. Autogestión, “autoplaneación”, autonomía: actualidad y dificultades de las prácticas espaciales libertarias de los movimientos urbanos. In: ARAGÓN, G. C.; HÉRNANDEZ, E. L.(coords.) Cómo pensar la Geografía: descubriendo la espacialidad social desde América Latina. Reflexiones desde la geografía sobre el campo, la ciudad y el medio ambiente. México, DF: Editorial Itaca, 2011. v. 3.
SOUZA, M. L. de. Práticas espaciais. In: SOUZA, M. L. Os conceitos fundamentais da pesquisa socioespacial. Rio de Janeiro, Brasil: Bertrand, 2013.
TOBÍO, O. El doble carácter de la territorialidad de la experiencia piquetera en el norte de la Argentina: una conceptualización. In: COLOQUIO INTERNACIONAL DE GEOCRÍTICA EL CONTROL DEL ESPACIO Y LOS ESPACIOS DE CONTROL, 13., 2014. Anais […]. Barcelona: [s. n.], 2014.
TORRES, F. et al. Socio-territorial movements in the city or for the city? Theoretical-methodological debates on urban socio-territorial movements in Argentina and Brazil. In: FERNANDES, M. (ed.) Building territories based on GDS: leaving no one behind. Presidente Prudente: UNESP, 2025.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Os artigos submetidos a revista Formação Online estão licenciados conforme CC BY. Para mais informações sobre essa forma de Licenciamento, consulte: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0. Todos os direitos reservados. A reprodução integral e/ou parcial da revista é permitida somente se citada a fonte. A divulgação dos trabalhos em meio digital e impresso é permitida, desde que a comissão de publicação autorize formalmente, sendo vedada a comercialização dos dados e informações a terceiros. O conteúdo dos artigos é de inteira responsabilidade dos seus autores, sendo que a revista se isenta de qualquer responsabilidade relacionada aos mesmos. Esta é uma revista de caráter científico e está sujeita a regras e ao domínio da Universidade Estadual Paulista.




