Movimento agroecológico e territorialização da agroecologia no Uruguai
DOI:
https://doi.org/10.33081/33e025106Resumo
No Uruguai, a agroecologia tem avançado diante da crescente preocupação com os impactos ambientais, as tensões entre a soberania alimentar e a agricultura convencional, assim como a crescente demanda por alimentos saudáveis. Este trabalho caracteriza o movimento agroecológico e analisa os conflitos e tensões em torno da elaboração do Plano Nacional para a Promoção da Produção com Bases Agroecológicas (PNA), que surge como uma estratégia de política pública promovida por movimentos socioterritoriais. Esses movimentos questionam o agronegócio, constroem formas de resistência e propõem alternativas viáveis. Entre elas, propõem a criação de Núcleos Agroecológicos Territoriais (NATs) para fomentar a participação e integrar atividades de territorialização da agroecologia. O estudo fundamenta-se em uma abordagem qualitativa que integra uma revisão sistemática e a análise crítica de documentos oficiais e fontes secundárias nacionais, complementadas por uma abordagem de Pesquisa-Ação Participativa (PAP). Essa estratégia metodológica permite a triangulação de dados, capturando a complexidade da realidade local e as relações de poder envolvidas na promoção da agroecologia. Além disso, abordam-se as tensões e contradições na implementação do PNA, marcadas por mudanças políticas e abordagens divergentes em relação à agroecologia. A abordagem integrada proposta pelas organizações agroecológicas é crucial para enfrentar os desafios de construção de marcos alternativos de relações sociais e gestão de bens de forma sustentável e equitativa.
Downloads
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Os artigos submetidos a revista Formação Online estão licenciados conforme CC BY. Para mais informações sobre essa forma de Licenciamento, consulte: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0. Todos os direitos reservados. A reprodução integral e/ou parcial da revista é permitida somente se citada a fonte. A divulgação dos trabalhos em meio digital e impresso é permitida, desde que a comissão de publicação autorize formalmente, sendo vedada a comercialização dos dados e informações a terceiros. O conteúdo dos artigos é de inteira responsabilidade dos seus autores, sendo que a revista se isenta de qualquer responsabilidade relacionada aos mesmos. Esta é uma revista de caráter científico e está sujeita a regras e ao domínio da Universidade Estadual Paulista.




