ESCOLA SEM PARTIDO E EDUCAÇÃO CRÍTICA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.32930/nuances.v30i1.6701

Palavras-chave:

Intelectual, Função docente, Educação, Senso crítico.

Resumo

Este artigo reflete sobre o Programa Escola Sem Partido a partir da discussão do teórico Gramsci sobre os intelectuais (tradicional e orgânico). E consubstanciada nos estudos de Piaget, a reflexão relaciona o trabalho docente com a formação do senso crítico no processo de ensino e aprendizagem. Assente na convicção de que são sujeitos que escrevem os circuitos da história, influenciados pelo conjunto de relações sociais em que estão inseridos, o escrito defende a tese de que professores são potenciais intelectuais orgânicos da classe trabalhadora, uma vez que sejam esses que despertam a criticidade nos alunos (dada à noção em Piaget). Essa tese é corroborada por análises de argumentos contidos em redações de vestibulandos que concorreram a uma vaga para diversos cursos de graduação do ensino superior da Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE – no ano de 2017. A discussão perpassa o conceito de intelectual e suas funções na sociedade, bem como traz o debate para a realidade atual da sociedade brasileira, na qual se vivencia a possibilidade de implantação de um programa que cerceia a liberdade do docente em sala de aula e estreita a criticidade que a educação deve despertar nos alunos.

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Biografia do Autor

Fernando José Martins, Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE.

Doutor em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul/UFRGS; Mestre Educação pela Universidade Federal do Paraná/UFPR; Graduado em Pedagogia pela Faculdade Estadual de Ciências e Letras de Campo Mourão.

Professor Associado da Universidade Estadual do Oeste do Paraná/UNIOESTE.  Docente do Centro de Educação, Letras e Saúde e do Programa de pós-graduação interdisciplinar Sociedade, Cultura e Fronteiras.

Maridelma Laperuta Martins, Universidade Estadual do Oeste do Paraná

Doutora em Linguística e Língua Portuguesa pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho/UNESP; Mestrado em Letras na área de Linguística e Língua Portuguesa pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho/UNESP; Graduada em Letras, com habilitação em Língua Portuguesa e Língua Inglesa pela Universidade Estadual de Londrina/UEL.

Professora adjunto do Programa de Pós-Graduação Stricto-Sensu em Ensino e do Curso de Letras do Centro de Educação, Letras e Saúde, do Campus de Foz do Iguaçu, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná.

Noemi Ferreira Felisberto Pereira, Universidade Federal da Integração Latino-Americana Universidade Estadual do Oeste do Paraná

Licenciada em Letras Português/Espanhol pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE, 2008). Graduada em Gestão Pública pelo Centro Federal de Educação Tecnológica de Santa Catarina (CEFET/SC, 2010). Especialista em Métodos e Técnicas de Ensino pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR, 2010). Mestra em Sociedade, Cultura e Fronteiras pela UNIOESTE (2017). Doutoranda em Sociedade, Cultura e Fronteiras (UNIOESTE). Atualmente é técnica em Assuntos Educacionais da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, desenvolvendo atividades na Divisão de Acompanhamento de Ações de Extensão da Pró-Reitoria de Extensão/UNILA.  Tem experiência na área de Educação como professora da Educação básica, além de pesquisas relacionadas a política educacional, métodos e técnicas de Ensino. A pesquisa atual envolve a Reforma do Ensino Médio ocorrida em setembro de 2016.

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Publicado

31-12-2019

Como Citar

MARTINS, F. J.; MARTINS, M. L.; PEREIRA, N. F. F. ESCOLA SEM PARTIDO E EDUCAÇÃO CRÍTICA. Nuances: Estudos sobre Educação, Presidente Prudente, v. 30, n. 1, 2019. DOI: 10.32930/nuances.v30i1.6701. Disponível em: https://revista.fct.unesp.br/index.php/Nuances/article/view/6701. Acesso em: 27 nov. 2022.

Edição

Seção

Práticas Pedagógicas