La geograficidad em los diarios de trabajo de los agentes agroforestales indígenas de Acre

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.35416/2026.11217

Palabras clave:

Agentes agroforestales indígenas, Cartografía cultural, Educación indígena, Gestión territorial, Diarios de trabajo

Resumen

Este artículo analiza el proceso de formación de los Agentes Agroforestales Indígenas, una categoría profesional orientada a la gestión territorial y ambiental de las tierras indígenas y sus entornos. La investigación se sitúa en la Amazonía Occidental brasileña, con énfasis en el estado del Acre. Se investiga cómo estos agentes, pertenecientes a pueblos con alfabetización reciente, utilizan los diarios de trabajo para registrar, en lenguas indígenas y en portugués, prácticas sociales, culturales y ambientales que componen sus trayectorias formativas y profesionales. Los diarios, compuestos por textos, mapas y dibujos, revelan una geograficidad específica, anclada en la experiencia cotidiana del agente agroforestal y en su relación con el territorio. Estos registros atribuyen nuevos sentidos sociales al uso de la escritura alfabética, a la representación cartográfica y a los dibujos figurativos que, al ser apropiados por las comunidades, pasan a formar parte de las dinámicas culturales locales. En este contexto, los diarios se configuran como dispositivos pedagógicos, culturales y políticos, permitiendo la expresión de la estética indígena, la documentación de saberes y la reinscripción de sus historias mediante narrativas propias.

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Biografía del autor/a

  • Renato Antonio Gavazzi, Comisión Pro Indígenas de Acre

    Comisión Pro Indígenas de Acre (CPI/Acre), Rio Branco – Acre (AC) – Brasil. Geógrafo e indigenista de la CPI/Acre. Renato Antonio Gavazzi es geógrafo e indigenista, especialista en Agricultura Biodinámica por el Emerson College (1989) y magíster en Geografía por la Universidad de São Paulo (USP). Desde 1983, trabaja con diversos pueblos indígenas en la formación de recursos humanos, con especial énfasis en la capacitación de docentes, agentes de salud y agentes agroforestales. Es coordinador pedagógico de la formación de agentes agroforestales indígenas en la Comisión Pro-Indígenas de Acre (CPI-AC) e integra el Laboratorio de Materiales Didácticos (LAMADI/USP).

  • Daniela Marchese, Universidad de Verona

    Universidad de Verona (UNIVR), Verona – Italia. Cultrice della Materia. Magíster en Filosofía y doctora en Antropología por la Universidad de Siena, Italia (2012). Se desempeña en la Universidad de Verona como Cultrice della Materia en Antropología Cultural y colabora con la Comisión Pro-Indígenas de Acre (CPI-AC) como orientadora de las investigaciones de los Agentes Agroforestales Indígenas en formación. Actualmente, trabaja para el Ministerio de Asuntos Exteriores de Italia como profesora en el Istituto Comprensivo Statale Italiano de Barcelona, España.

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Publicado

2026-06-17

Número

Sección

Artículos

Cómo citar

La geograficidad em los diarios de trabajo de los agentes agroforestales indígenas de Acre. Geografia em Atos (Online), Presidente Prudente, v. 10, p. e026007, 2026. DOI: 10.35416/2026.11217. Disponível em: https://revista.fct.unesp.br/index.php/geografiaematos/article/view/11217. Acesso em: 16 jul. 2026.

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