La geograficidad em los diarios de trabajo de los agentes agroforestales indígenas de Acre
DOI:
https://doi.org/10.35416/2026.11217Palabras clave:
Agentes agroforestales indígenas, Cartografía cultural, Educación indígena, Gestión territorial, Diarios de trabajoResumen
Este artículo analiza el proceso de formación de los Agentes Agroforestales Indígenas, una categoría profesional orientada a la gestión territorial y ambiental de las tierras indígenas y sus entornos. La investigación se sitúa en la Amazonía Occidental brasileña, con énfasis en el estado del Acre. Se investiga cómo estos agentes, pertenecientes a pueblos con alfabetización reciente, utilizan los diarios de trabajo para registrar, en lenguas indígenas y en portugués, prácticas sociales, culturales y ambientales que componen sus trayectorias formativas y profesionales. Los diarios, compuestos por textos, mapas y dibujos, revelan una geograficidad específica, anclada en la experiencia cotidiana del agente agroforestal y en su relación con el territorio. Estos registros atribuyen nuevos sentidos sociales al uso de la escritura alfabética, a la representación cartográfica y a los dibujos figurativos que, al ser apropiados por las comunidades, pasan a formar parte de las dinámicas culturales locales. En este contexto, los diarios se configuran como dispositivos pedagógicos, culturales y políticos, permitiendo la expresión de la estética indígena, la documentación de saberes y la reinscripción de sus historias mediante narrativas propias.
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