A PRÁTICA DE “LER LITERATURA” COMO DISTINTA DE MUITAS OUTRAS PRÁTICAS DE LEITURA

Norma Sandra de Almeida Ferreira

Resumo


Sem a intenção de esgotar o tema, destaco que ler não pode ser pensado fora das práticas que dão sentidos e valores a diferentes usos da linguagem, em diferentes contextos da atividade humana, pelos sujeitos, em suas também distintas comunidades de leitores. Apoiada em pesquisas realizadas sobre o uso da literatura na sala de aula, aponto para ausência de um trabalho planejado, intencional e direcionado, que tenha como centralidade a literatura como um campo ligado a um uso estético-literário distinto de outros usos da linguagem, bem como à prática de “ler literatura” como distinta de muitas outras práticas de leitura. Os dados das pesquisas indicam que, no contexto escolar, comunidades de leitores vão se constituindo: com um acervo comum e partilhado; com gostos e preferências; com modos de ler; com leitores mais experientes ou mais próximos; com certas finalidades para leitura. Também indicam que um trabalho de leitura na sala de aula com a imaginação, o onírico, com o modo de composição da linguagem é praticamente reduzido a uma leitura a serviço de ensinar do ponto de vista linguístico e de transmitir conhecimentos escolares, ou a “despertar o gosto” na escolha “livre” do livro pelos alunos.

http://dx.doi.org/10.14572/nuances.v21i22.1623


Palavras-chave


Leitura; Literatura; escola

Texto completo:

ARTIGO


DOI: https://doi.org/10.14572/nuances.v21i22.1623


Revista Eletrônica do Programa de Pós-Graduação em Educação e do Departamento de Educação da Faculdade de Ciências e Tecnologia/Unesp - Presidente Prudente.

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