Migração de trabalhadores jornaleros agrícolas para o capital nos Estados de Oaxaca, Chiapas e Guerrero (México)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.35416/geoatos.v2i7.6109

Resumo

Este texto visa à reflexão em torno da configuração apresentada nos estados de Oaxaca, Chiapas e Guerrero no México nessa viragem do século XXI, podendo se perceber o avanço cada vez mais voraz do capital sobre o trabalho, imerso em ambientes refeitos pela reestruturação produtiva. Nesse início do século XXI, se amplifica cada vez mais a ofensiva do capital sobre o trabalho, impulsionada pela necessidade insaciável de acumulação / reprodução na América Latina. No Brasil, entre as várias formas de concretização deste modelo social, destacamos a agrohidronegócio canavieiro, que sob a prerrogativa do discurso falacioso do desenvolvimento nacional, sustentável, etc., omite várias queixas em relação a violações trabalhistas, a saúde dos trabalhadores, sustentabilidade, questão sindical, questões ambientais, entre outras. Um exemplo é a configuração apresentada na Região Administrativa Presidente Prudente (São Paulo, Brasil) que nos ocuparam em nossos estudos no país, com destaque para a migração de trabalhadores de várias regiões do Nordeste brasileiro, para o corte manual de cana de açúcar. Nesta perspectiva, neste texto tentamos entender a realidade dos trabalhadores migrantes temporários no México, especificamente nos estados de Oaxaca e Chiapas, procurando analisar seu trabalho e trajetória de vida.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

BENTO, F. S. A dinâmica geográfica do trabalho encimada nas migrações sazonais para os canaviais do Pontal do Paranapanema (SP), no início do século XXI. Revista Pegada, vol. 16, n.1. 2015.

CONCHEIRO, L.; BERLANGA, H. Tierra, territorio y poder e cien años de la reforma agraria en México: lucha y resistencia campesindia frente al capital. In: ALMEYRA, Guilherme et al. Capitalismo: tierra y poder en América Latina (1982 – 2012). vol. III, México: Ediciones Continentes, 2014.

DAMIÁN, G. E. Mujeres de San Quintín: de la vulnerabilidad a la insurgencia. La Jornada del Campo, n.93, 30p. 20 de junio de 2015.

FLORES, S. M. L. Control del espacio y territorialidad en las migraciones rurales en el caso de Mexico. In: Congresso Latinoamericano de Sociologia Rural, 7, 2006, Quito. ANAIS CONGRESSO LATINOAMERICANO DE SOCIOLOGIA RURAL, Quito: [s/n], 2006.

GAYTÁN, F. M.; PÉREZ, J. I. J. Agricultura y migración campesina. Un estudio para comprender la incorporación del trabajo infantil en una región indígena de México. Revista Argentina de Sociología, año 7, n.12, pp.125-149, 2009.

MARÍN, C. O. Migración, precariedad y sindicalización en la agricultura globalizada. La Jornada del Campo, n.94, 20p, p.10, 18 de julio de 2015. MEXICO, Centro de estudios sociales y de opinión pública. Remesas: un acercamiento a sus impactos sobre la pobreza y el desarrollo.75p. Febrero de 2005.

NEMECIO, I. M. Trabajo infantil agrícola y las políticas de erradicación. La Jornada del Campo,n.118, p.06 07, 15 de julio de 2017.

OLIVEIRA, A. M. S. de. Reordenamento territorial e produtivo do agronegócio canavieiro no Brasil e os desdobramentos para o trabalho, 2009, 571f. Tese (Doutorado em Geografia)- Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Estadual Paulista, Presidente Prudente.

OLIVEIRA, G. de S. Relatório de Estágio: Brigada Internacional “Galeano Vive”. San Cristobal de las Casas - Chiapas – México, 2014 (mimeo).

ROBERTI, M. E. El enfoque biográfico en análisis social: una aproximación a los aspectos teórico-metodológicos de los estudios con trayectorias laborales. 2011. 87f. Tese (Doctorado en Sociología), Facultad de Humanidades y Ciencias de la Educación, Universidad Nacional de La Plata.

SIGUENZA, P. Guatemala: remesas para sectores empobrecidos. La Jornada del Campo, n.5, 20p, p.03,12 de febrero de 2008.

SILVA, M. A. de M. S. Vidas transitórias. Entre os cocais maranhenses e os canaviais paulistas. Revista da ANPEGE, vol.7, n.1, p. 161-178, outubro, 2011.

SOLIS, D. V; AGUILLAR, M del C. G. Crisis rural y migraciones en Chiapas. Migración y desarrollo, p.102-130, primer semestre, 2006.

SORRENTINO, J. Cómo Estados Unidos “resolvió’’ la crisis de migración centroamericana. La Jornada del Campo, n.93, 30p., p.10-15, 20 de junio de 2015.

TOLEDO, V. M. As experiências agroecológicas do México: uma visão geopolítica. Rio de Janeiro: Agriculturas, v.7, n.1, p. 40-45, março de 2010.

THOMAZ JUNIOR, A. Dinâmica geográfica do trabalho no século XXI (Limites explicativos, autocrítica e desafios teóricos). 2009. 997f. Tese (Livre Docência) – Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Estadual Paulista, Presidente Prudente, 2009.

Downloads

Publicado

2018-12-24

Como Citar

BENTO, F. dos S. Migração de trabalhadores jornaleros agrícolas para o capital nos Estados de Oaxaca, Chiapas e Guerrero (México). Geografia em Atos (Online), Presidente Prudente, v. 2, n. 7, p. 94–113, 2018. DOI: 10.35416/geoatos.v2i7.6109. Disponível em: https://revista.fct.unesp.br/index.php/geografiaematos/article/view/6109. Acesso em: 21 abr. 2024.

Edição

Seção

Artigos