O fascismo ontem e hoje
a banalidade da nação e os riscos à democracia
DOI:
https://doi.org/10.35416/2026.11261Palavras-chave:
Fascismo, Democracia, Banalidade da nação, Autoritarismo, GeopolíticaResumo
O ensaio examina o fascismo como prática política que se reinventa em contextos históricos distintos, apropriando-se do imaginário nacional para corroer a democracia por dentro. A partir de autores como Hannah Arendt, Robert Paxton, Umberto Eco, Jason Stanley, Eric Hobsbawm e Benedict Anderson, discute-se o conceito de “banalidade da nação” como etapa preparatória para a “banalidade do mal”. São analisados exemplos históricos, como a ascensão nazista e o Anschluss, e casos contemporâneos, incluindo o Brasil recente, a fim de compreender como símbolos e discursos nacionais podem ser capturados para legitimar projetos excludentes. Argumenta-se que a defesa da democracia exige recusar a falsa simetria entre o pluralismo e ideologias que buscam erradicá-lo.
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