Beleza plástica: a fetichização do corpo feminino como mercadoria no espaço heteronormativo

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DOI:

https://doi.org/10.35416/geoatos.v1i16.7287

Resumo

Busco tentar compreender como o corpo feminino se associa ao processo de produção de mercadorias com base nas transformações por cirurgias plásticas estéticas, em que transforma esse corpo em um fetiche socialmente construído pelo espaço heteronormativo. Os processos que ocorrem em um corpo são processos seletivos. Exigindo-se que certos corpos, certas pessoas, certos sexos e gêneros recebam tratamentos sociais diferenciados. Sendo as mulheres que mais sofrem com esses processos, relacionando-se ao consumo de cirurgias plásticas, o número cresce a cada ano. Apenas em 2016 mais de 8 milhões de procedimentos estéticos cirúrgicos e não cirúrgicos de acordo com a International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS). Visto esses processos, percebe-se também mudanças nas questões relacionadas a saúde-doença dessas pessoas. Trago aqui diversos questionamentos com o intuito de provocar o pensamento crítico e reflexões acerca do tema.

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Publicado

2020-02-28

Como Citar

BORSOI, B. F. G. Beleza plástica: a fetichização do corpo feminino como mercadoria no espaço heteronormativo. Geografia em Atos (Online), Presidente Prudente, v. 1, n. 16, p. 61–75, 2020. DOI: 10.35416/geoatos.v1i16.7287. Disponível em: https://revista.fct.unesp.br/index.php/geografiaematos/article/view/7287. Acesso em: 22 abr. 2024.