CRÍTICA À CONCEPÇÃO DA EDUCAÇÃO COMO PROJETO ANTROPOLÓGICO

Rodrigo Barbosa Lopes

Resumo


Neste artigo, analisamos os argumentos com os quais se promove a ideia de uma imagem antropológica do pensamento como concepção fundamental à filosofia da educação, isto é, como o emprego de um tipo específico de Antropologia filosófica. Com efeito, esta concepção admite a educação como a realização de um projeto antropológico fundamental, e é nesse sentido que uma filosofia da educação promove o objetivo de elaborar uma imagem do homem como sujeito da educação e de elucidá-la como mediação da existência histórica e social do homem no mundo; portanto, propondo-a como uma antropologia da educação. Para atingir este objetivo, analisamos criticamente parte da filosofia de dois autores contemporâneos de língua portuguesa, Adalberto Dias de Carvalho e Antônio Joaquim Severino, por haver neles a justificação para a adoção dessa concepção filosófica geral de uma configuração antropológica da filosofia da educação. Concluímos, sobretudo com base na filosofia de Michel Foucault, que essa questão percorreu a Filosofia da época moderna até o pensamento contemporâneo, assumindo a finitude humana a forma de uma antropologia, chamada por ele de “analítica da finitude”.

Palavras-chave


Antropologia Filosófica; Filosofia da Educação; Análise Crítica.

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.32930/nuances.v29i1.6088


Revista Eletrônica do Programa de Pós-Graduação em Educação e do Departamento de Educação da Faculdade de Ciências e Tecnologia/Unesp - Presidente Prudente.

Retornar ao portal de revistas
Menor Menor Médio Médio Maior Maior
Facebook Facebook Revista Nuances
Email nuances.fct@gmail.com