Cartografias do espaço:
caminhos metodológicos para pensar o direito à cidade, o urbano e o território
Resumen
A geografia crítica ortodoxa, ao longo do seu processo de formação epistemológica, desenvolveu uma série de reflexões que tenderam a negligenciar a importância do mapa, compreendido supostamente enquanto “herança da geografia tradicional pragmática e instrumento de poder dos Estados-nações”. Não obstante, a cartografia desempenha papel importante tanto para os registros das formas espaciais, quanto dos processos e dos fenômenos geográficos. O presente artigo objetiva investigar como a cartografia vem se constituindo enquanto instrumento metodológico para representar e interpretar o espaço, o direito à cidade, o urbano e o território. Defendemos a ideia de que a cartografia é parte da análise espacial, instrumento de saber e empoderamento, a partir do qual se torna possível interpretar a realidade socioespacial, contribuir na investigação das iniquidades e em processos de emancipação social, através da produção de “cartografias com os territórios” e saberes tradicionais, mediante o uso da cartografia social e da cartografia participativa. Do ponto de vista metodológico, realizou-se pesquisa bibliográfica, por meio da análise de artigos científicos, dissertações de mestrado, teses de doutorado e livros sobre a temática versada, que deram subsídios importantes, tanto para a fundamentação teórica, dentro de uma perspectiva crítica, quanto para se pensar em práticas espaciais e epistemológicas acerca das novas formas de representação espacial, de espacialidades e territorialidades.
Descargas
Referencias
ACSELRAD, H. et al. Cartografia social e dinâmicas territoriais: marcos para o debate. Rio de Janeiro: UFRJ/IPPUR, 2010.
ACSERALD, H.; COLI, L. R. Disputas territoriais e disputas cartográficas. In: ACSERALD, H. (ed.). Cartografias sociais e território Rio de Janeiro: IPPUR/UFRJ, 2008. p. 13-43. Disponível em: http://www2.fct.unesp.br/docentes/geo/raul/cartografia_tematica/leitura%204/Cartografias%20Sociais%20e%20Territ%F3rio.pdf Acesso em: 1 jun. 2021.
ALMEIDA, A. W. B.(Org.). Estigmatização e Território: Mapeamento Situacional dos Indígenas em Manaus. Manaus/AM: PNCSA/UFAM, Editora Universidade Federal do Amazonas. 2008
ARCHELA, R. S. Análise da Cartografia brasileira: bibliografia de Cartografia na Geografia no período de 1935-1997. São Paulo, 2000. Tese (Doutorado em Geografia) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, 2000.
BARBOSA, R. P. Revista Brasileira de Geografia. A questão do método cartográfico. v.29, n.4, out./dez.1967. Rio de Janeiro: IBGE, 1967.
ARCHELA, R. S. Análise da Cartografia brasileira: bibliografia de Cartografia na Geografia no período de 1935-1997. São Paulo, 2000. Tese (Doutorado em Geografia) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, 2000
BARBOSA, R. P. Revista Brasileira de Geografia. A questão do método cartográfico. v.29, n.4, out./dez.1967. Rio de Janeiro: IBGE, 1967
GIRARDI, E. P. Proposição teórico-metodológica de uma cartografia geográfica crítica e sua aplicação no desenvolvimento do atlas da questão agrária brasileira. 2008. 347 f. tese (Doutorado em geografia) Faculdade de Ciência e Tecnologia – FCT, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Presidente Prudente. 2008.
HARLEY, J. B. A nova história da cartografia. O Correio da UNESCO, São Paulo: UNESCO, ano 19, agosto, v.8, p. 4-9, 1991.
______. Deconstructing the map. Cartographica. v.26, n.2. Toronto: University of Toronto Press, 1989. p. 1-20.
IBGE. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Noções básicas de Cartografia. Rio de Janeiro: IBGE, 1999.
JOLY, F. A Cartografia. 6ª ed. Campinas: Papirus, 2004.
LACOSTE, Y. A geografia - isso serve em primeiro lugar, para fazer a guerra. 7ª ed. Campinas: Papirus, 2003.
LIBAULT, A. Geocartografia. São Paulo: EDUSP, 1975.
LOBATÓN, S. B. Reflexiones sobre Sistemas de Información Geográfica Participativos (sigp) y cartografia social. Cuadernos de Geografia. n.18, p. 9-23, 2009.
MARTINELLI, M. Os mapas da Geografia e Cartografia temática. São Paulo: Contexto, 2003.
______. Os mapas da geografia. In: XXI Congresso Brasileiro de Cartografia. 2005. Anais do XXI Congresso Brasileiro de Cartografia. Macaé, 2005.
MILAGRES, C. S. F. Uso da cartografia social e das técnicas participativas no ordenamento territorial em projetos de reforma agrária. Dissertação (Mestrado). Universidade Federal de Viçosa, 2011.
MORAES, A. C. R. Geografia: pequena história crítica. 18.ed. São Paulo: Annablume, 2001.
PROJETO NOVA CARTOGRAFIA SOCIAL DA AMAZÔNIA. Série: Crianças e Adolescente em Comunidades Tradicionais da Amazônia. Fascículo 2: Jovens de comunidades tradicionais do baixo Tocantins: Cametá, Limoeiro do Ajuru, Igarapé Mirí, Mocajuba. Belém/Pa. 2008.
RAISZ, E. Cartografia geral. Rio de Janeiro: Científica, 1969.
RIBEIRO, A. C. Cartografia da ação: o campo de Ana Clara Torres Ribeiro / organizadores Tamara Tania Cohen Egler, Reginaldo Luiz Cardoso. - 1. ed. - Rio de Janeiro: Letra Capital, 2022.
RIBEIRO, A. C. T. Territórios da sociedade, impulsos globais e pensamento analítico: Por uma cartografia da ação. Revista Tamoios, São Gonçalo, v. 8, n. 1, 2012. DOI: 10.12957/tamoios.2012.3295. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/tamoios/article/view/3295. Acesso em: 14 nov. 2025.
RODRIGUES, J.C. Cartografia Crítica para Análise do Discurso Geográfico. Revista Geoamazônia, v. 2, p. 79-91, 2013.
SANTOS, D. A reinvenção do espaço: diálogos em torno da construção do significado de uma categoria. São Paulo: Ed. da Unesp, 2002.
SILVA, C.A. A cartografia da ação social e a cidade de São Gonçalo, RJ: limites e possiblidades metodológicas para a contribuição do fazer geográfico. In: MARAFON, G.J., and RIBEIRO, M.A. (Orgs). Revisitando o território fluminense, VI [online]. Rio de Janeiro: EDUERJ, 2017, pp. 353-366. ISBN: 978-85-7511-457-5. https://doi.org/10.7476/9788575114575.0018.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
1- Autores mantém os direitos autorais e concedem ao Caderno Prudentino de Geografia o direito de primeira publicação, que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria do trabalho e publicação inicial nesta revista.
2- As provas finais não serão enviadas aos autores.
3- Os trabalhos publicados passam a ser incorporados a Revista, ficando sua impressão e reimpressão, total ou parcial, autorizadas pelo autor. A utilização do texto é livre e incentivada a sua circulação, devendo ser apenas consignada a fonte de publicaçao original.
4- Os originais não serão devolvidos aos autores.
5- As opiniões emitidas pelos autores dos artigos são de sua exclusiva responsabilidade.
6- Os autores são responsáveis pela correção gramatical-ortográfica final dos textos.
