PERCURSOS PARA UMA GEOGRAFIA BIXA E PRETA OU A GEOGRAFIA NO LIMITE ENTRE RAZÃO E TESÃO
Résumé
Meu objetivo aqui é propor itinerários teórico-conceituais para quem, no Brasil, deseja pesquisar masculinidades dissidentes aliada(o) e engajada(o) com as Geografias Feministas e das Sexualidades. Tais itinerários me ajudam, também, a responder e/ou justificar as problemáticas que me conduziram a escrita, a saber: I) O tratamento analítico das masculinidades dissidentes na agenda de pesquisa geográfica brasileira carece de fundamentos conceituais e epistemológicos, e isso tem dificultado racializar àquelas; e II) As masculinidades dissidentes negras na agenda de pesquisa geográfica estão sob um vácuo teórico-metodológico. Isto em consideração, criei este manuscrito a partir do exercício da revisão narrativa e revisão de scoping. Para tanto, realizei antes uma busca bibliográfica e a revisão da literatura especializada (artigos, teses e dissertações). Daí que meus dados são todos qualitativos e o tratamento deles ocorreu com o exercício da análise discurso. Conceitualmente, minha escrita está enraizada nos princípios e fundamentos oriundos das Geografias Feministas, dos Feminismos Negros e das teorias decoloniais. Ao fim, concebo a Bixa-Preta como corporeidade diaspórica para pensar geograficamente as encruzilhadas de gênero, sexualidade e classe que são racialmente definidas e suas repercussões assimétricas na composição, ocupação e ordenação dos espaços e lugares.
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