TERRA, AGRO E FOME:
a expropriação do trabalho pelo negócio no polo Juazeiro-BA/Petrolina-PE
Résumé
Diante do avanço do agronegócio e a articulação dos processos de expropriação e exploração no campo, percebe-se a atuação de mecanismos dominadores no campo que promovem um desenvolvimento desigual materializado pela cadeia produtiva, uso de tecnologia e a atuação do Estado. Perante isso, o objetivo da pesquisa é compreender que a terra, na medida em que é utilizada pelo agro para negócio cuja finalidade é acumulação e lucro, deixa de realizar sua função social ao expropriar da agricultura familiar e camponesa a terra como condição de trabalho, alimentação e de vida. Dentre os caminhos metodológicos utilizados destacam-se pesquisa bibliográfica, consulta em sites voltados ao conteúdo e trabalho de campo. Os resultados revelam que, mesmo com o avanço do PIB Agro, a fome assolou milhões de pessoas em todo o Brasil. Assim, esse modelo impede a função da terra, pois seu principal interesse é nos cultivos de soja, milho, eucalipto e, em Juazeiro/Petrolina, manga e uva. Concomitantemente, essa realidade tem relação direta com os investimentos direcionados ao agro pelo Governo Federal, os quais chegaram a cifras recordes em comparação aos voltados para a agricultura familiar (PRONAF e PAA). Conclui-se, portanto, que esse cenário evidencia a questão agrária e a necessidade da reforma agrária, pois a apropriação da terra para o negócio na agricultura exige cada vez mais um quantitativo elevado de terra e uso de agrotóxicos e para isso, há expropriação da agricultura familiar camponesa da terra, do trabalho e comida.
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Références
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