POPULAÇÕES VULNERÁVEIS E RISCO AMBIENTAL NO NORDESTE BRASILEIRO: ANÁLISE SOCIODEMOGRÁFICA A PARTIR DA CARTOGRAFIA DE DADOS CENSITÁRIOS

Autores

  • Jair Bezerra dos Santos Júnior Universidade Federal Fluminense, Niterói, RJ, Brasil

Resumo

Populações residentes em áreas ambientalmente frágeis demandam medidas de mitigação, dada sua maior exposição e vulnerabilidade. A caracterização e a análise socioambiental fundamentam abordagens regionais mais eficazes e contextualizadas. O objetivo deste trabalho foi caracterizar e correlacionar informações vinculadas à delimitação das populações vulneráveis a desastres naturais na região Nordeste do Brasil, promovendo uma discussão sobre a situação específica da região, a partir da análise por meio de mapeamento temático. O percurso metodológico seguiu uma abordagem quantitativa, baseada na análise de dados espaciais e censitários, com foco na caracterização da população residente em municípios monitorados pelo CEMADEN e com áreas de risco identificadas na BATER. As atividades foram desenvolvidas em gabinete, com a aplicação de informações e estatísticas públicas à cartografia temática. As amostras censitárias selecionadas, como gênero, renda e raça/cor, permitiram uma leitura das desigualdades regionais, evidenciando discrepâncias entre o processo de desenvolvimento regional e o planejamento federal. Entre os 294 municípios selecionados por apresentarem áreas de risco, constatou-se que 92% possuem uma população predominantemente negra e indígena, o que reforça a urgência de políticas públicas voltadas à igualdade racial frente ao racismo ambiental, com vistas à melhoria da qualidade de vida das populações que habitam territórios vulneráveis.

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Publicado

2026-04-30

Edição

Seção

Volume Especial "Congresso Internacional de Geoecologia das Paisagens e Planejamento Ambiental"

Como Citar

POPULAÇÕES VULNERÁVEIS E RISCO AMBIENTAL NO NORDESTE BRASILEIRO: ANÁLISE SOCIODEMOGRÁFICA A PARTIR DA CARTOGRAFIA DE DADOS CENSITÁRIOS. (2026). Caderno Prudentino De Geografia, 3(48), 18-36. https://revista.fct.unesp.br/index.php/cpg/article/view/11517