RAÍZES EMANCIPATÓRIAS DA EDUCAÇÃO

Geisiane dos Santos Araújo, Paulo Roberto Rosa, Munir Jorge Felício

Resumo


Como atividade especificamente humana a educação contribui para manter ou alterar a concepção de mundo, de vida e de ser humano. Para debater as raízes emancipatórias da educação este texto reuniu as contribuições de Brandão (1991), Freire (2009) e Caldart (2004) como forma de ampliar a compreensão sobre três concepções de educação. A primeira concebe a educação como uma rede de trocas de saber que não depende e nem está adstrita a nenhum modelo de ensino formal. A segunda demonstra que a finalidade última e fundamental da educação consiste num ato de coragem para discutir a vida, onde o ser humano permanece num movimento de busca constante de si. Por fim, ela é concebida como processo de formação de novos sujeitos sociais aos quais almejam construir uma estratégia que rompa o controle e o domínio exercido pelo capital. Conclui-se que a educação é tarefa inconclusa e atinge todas as dimensões da pessoa humana na perspectiva sempre de sua emancipação.

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Referências


ALTHUSSER, L. Ideologia e aparelhos ideológicos do estado. 3. ed. Lisboa: Editorial Presença, 1980.

BRANDÃO, C. R. O que é educação. 26. ed. São Paulo: Brasiliense, 1991.

CALDART, R. S. Pedagogia do Movimento Sem Terra. 3. ed. São Paulo: Expressão Popular, 2004.

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FREIRE, P. Educação como prática de liberdade. 29. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2006.

FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 39. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2009.

GORZ, A. O imaterial: conhecimento, valor e capital. São Paulo: Annablume, 2005.




DOI: https://doi.org/10.33081/formacao.v26i48.5797

Revista Formação (Online). ISSN: 1517-543X. E-ISSN: 2178-7298

 

 

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