NOVOS MODOS DE MORAR E CONSUMIR E A PRODUÇÃO DA DIFERENCIAÇÃO SOCIOESPACIAL EM CATANDUVA E SÃO JOSÉ DO RIO PRETO - SP

Patricia Helena Milani

Resumo


O cotidiano, enquanto unidade de espaço e tempo é nossa dimensão de análise, tendo as práticas espaciais dos sujeitos sociais pesquisados – moradores de espaços residenciais fechados de Catanduva e São José do Rio Preto - SP- enquanto plano analítico. Isso nos permitiu identificar como o processo de diferenciação socioespacial se expressa na produção do espaço urbano, sobretudo a partir dos espaços vividos e representados, conferindo sentidos e significados às práticas, que envolvem relações contraditórias entre espaços internos e externos, fechados e abertos. Com base na realização de 22 entrevistas e em observações de campo, a pesquisa revelou que, sob o discurso da busca por segurança, os sujeitos pesquisados de classe média e elite, valorizam e produzem estratégias de distinção socioespacial, nas quais o espaço urbano é dimensão estratégica, haja vista que, em uma cidade com número elevado de espaços residenciais fechados e shopping center, como São José do Rio Preto, apenas morar e consumir em um deles não é distinção suficiente, é necessário ainda indicar em qual deles. Em Catanduva há permanências das práticas tradicionais de consumo, no centro principal, porém, quando operamos a partir do processo de articulação escalar, levando em conta as práticas de consumo dos entrevistados de Catanduva que frequentam certos shopping centers de São José do Rio Preto, verifica-se que a produção da diferenciação socioespacial também se efetiva. Tal busca modifica as maneiras como esses sujeitos sociais vivenciam o urbano e aquilo que lhe é inerente, sendo a cidade cada vez mais vivida e representada em fragmentos, sobretudo entre as áreas norte e sul de São José do Rio Preto. 


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Revista Formação (Online). ISSN: 2178-7298. E-ISSN: 1517-543X

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