Desigualdade e diferenciação socioespacial: um estudo sobre processos e escalas específic

Rafael Oliveira Verdelho

Resumo


 No atual contexto criado pelo desenvolvimento imbricado do capitalismo e da urbanização, as possibilidades de (re) produção socioespacial dos núcleos, e numa escala maior, das redes urbanas, passam a refletir o fundamento histórico do capitalismo do acesso desigual à riqueza, uma vez que, é justamente por esse acesso, que perpassa muitas das possibilidades de cumprimento dos interesses dos diferentes agentes que produzem e utilizam espaço nas duas escalas. Assim, as diferenciações do urbano inerentes à produção socioespacial acabam sendo explicadas por processos e práticas diferentes em seus interesses e desiguais em suas possibilidades de execução, deslocando a desigualdade para o centro explicativo das diferenciações. Este texto irá desdobrar essas considerações a partir da análise das práticas de seletividade espacial referentes a dois processos distintos, o da reestruturação industrial paulista e o da fragmentação urbana da cidade de São Paulo. Ocorridos respectivamente nas escalas inter e intra urbanas (Estado e cidade de São Paulo), esses são processos que revelam a espacialização da desigualdade sobre a qual o modo de produção capitalista se assenta


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DOI: https://doi.org/10.33081/formacao.v2i19.2060

Revista Formação (Online). ISSN: 1517-543X. E-ISSN: 2178-7298

 

 

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