BRUCELOSE HUMANA COMO DOENÇA OCUPACIONAL NEGLIGENCIADA: ANÁLISE DE AFASTAMENTOS PREVIDENCIÁRIOS EM FRIGORÍFICOS BRASILEIROS. (2012–2024)
DOI:
https://doi.org/10.33026/z0j03677Palavras-chave:
Brucelose, Zoonoses ocupacionais, Trabalhadores de frigoríficos, Afastamento previdenciário, SubnotificaçãoResumo
A brucelose humana (BH) é uma zoonose negligenciada, com sintomas inespecíficos que dificultam seu diagnóstico clínico, especialmente entre trabalhadores expostos a riscos ocupacionais, como aqueles de frigoríficos. Este estudo teve como objetivo analisar afastamentos previdenciários por brucelose entre trabalhadores da cadeia produtiva da carne no Brasil entre 2012 e 2024, a partir de dados disponibilizados na plataforma digital SmartLab do Ministério Público do Trabalho (MPT). Foram avaliados 110 casos, dos quais 90 (81,81%) foram considerados como doença ocupacional (B91), com maior ocorrência em frigoríficos de abate de reses. A subnotificação, o desconhecimento da doença por parte dos trabalhadores e a ausência de protocolos padronizados de diagnóstico dificultam o reconhecimento da BH como doença laboral. Os dados reforçam a necessidade de medidas integradas de vigilância epidemiológica, capacitação técnica, diagnóstico precoce e notificação compulsória para mitigar os impactos da doença sobre os trabalhadores e a saúde pública.
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