As experiências do espaço da vida cotidiana e suas expressões no mundo do trabalho: novo referenciais para a mobilização social?

Fernanda Keiko Ikuta

Resumo


Nãoa sób as experiências do mundo do trabalho são transportadas para a vida cotidiana, numa captura da subjetividade do ser social como um todo e sua completa subordinação à organização do modo de vida capitalista. Mas de igual maneira, vemos a materialização de experiências que apreendem dimensões constituídas no cotidiano, como a solidariedade, a cultura, a saúde e a educação, e que as levam para as relações de produção. Mas as experiências da esfera da reprodução são efetivamente capazes de interferir e mudar aspectos da esfera da produção ou são mera repetição desta última? Se de fato se transplantam expressões da esfera da re-produção para a esfera da produção, vemos concretizar-se neste movimento tanto a apropriação e cooptação de experiências do cotidiano para a produção capitalista, como a apropriação destas expressões da vida para uma produção que talvez possa ser considerada como alternativa à produção para o capital e que vem sendo introduzida por mobilizações ou movimentos sociais que se anunciam como construtores de novos referenciais. Cabe indagar, se estas experiências são apenas adaptações ou reformas dentro da lógica capitalista ou podem estar construindo um projeto societário alternativo que busque a reapropriação da totalidade das condições sociais de existência usurpadas pelo modelo atual.


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DOI: https://doi.org/10.33026/peg.v4i2.885

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