Precarização e (des) estruturação do trabalho nas carvoarias

Altamira Pereira

Resumo


O texto traz algumas reflexões presentes na dissertação “Os desafios para o trabalho nas carvoarias de Ribas do Rio Pardo/MS”. Aqui abordamos a questão da (des)estruturação do trabalho como um

fator favorável para a manutenção e propagação das relações de superexploração do trabalho nas carvoarias, baseadas nas contradições do processo de reprodução do capital, reduzindo ao máximo todas as despesas para a produção do carvão vegetal e elevando a extração da mais-valia, submetidas às novas estratégias do capital e das economias globalizadas, que interagem diferentes formas de produção em uma mesma cadeia produtiva, o arcaico na produção do carvão e o moderno na produção do aço, no processamento industrial, influenciando decisivamente nos rearranjos territoriais que se concretizam nas configurações geográficas, envolvendo os atores sociais do campo e da cidade. O poder de mobilidade do capital que sempre tende a buscar lugares e situações pré-existentes favoráveis à execução de sua dominação e reprodução, condições essas encontradas no Mato Grosso do Sul como resultado da política desenvolvimentista do Governo Militar. Além do sentimento de individualismo e despertencimento de classe que envolve os trabalhadores e os levam a encontrar dificuldades para compreenderem a realidade dos novos tempos, tornando-os susceptíveis, o que dificulta qualquer reação contra as investidas do capital, juntamente com a desmobilização e o enfraquecimento das ações sindicais.


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DOI: https://doi.org/10.33026/peg.v8i2.1641

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