CANA DOCE, TRABALHO AMARGO: A SUPEREXPLORAÇÃO DO TRABALHADOR CANAVIEIRO

Ana Michelle Ferreira Tadeu dos Santos, Francilane Eulália Souza

Resumo


O objetivo nessa pesquisa foi retratar a atual situação do trabalhador canavieiro no panorama do cultivo de cana-de-açúcar, frente ao agronegócio no município de Itaberaí. Norteada por esse objetivo, visando análise acerca do tema, foram realizadas discussões sobre o território, agronegócio e trabalho assalariado no campo que constituem as relações trabalhistas no cultivo da lavoura de cana-de-açúcar. Partindo da dinâmica territorial, no qual engloba esse agronegócio, priorizamos as análises sobre o território sucroalcooleiro, que contribui para a expansão da fronteira agrícola canavieira e também para a precarização das condições dos trabalhadores que compõe o corte da cana. Nesse processo a metodologia empregada foi a pesquisa bibliográfica, assim como a coleta de dados e informações em jornais, revistas em meio eletrônico para analisar os principais elementos de superexploração do setor sucroalcooleiro no Estado de Goiás e no município de Itaberaí-GO. Realizamos também pesquisa de campo no município de Itaberaí, particularmente no sindicato dos trabalhadores rurais, para entender como se estabeleceu a relação de trabalho presente no canavial. Após análises e reflexões, percebemos que a superexploração é uma constante no quadro que compõe as relações de trabalho no cultivo da lavoura de cana-de-açúcar e essas são marcadas pela degradação do trabalho, e logo do trabalhador. Nesse sentido o açúcar e o álcool são doces para o agronegócio a custa de um trabalho amargo que é posto ao trabalhador.


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DOI: https://doi.org/10.33026/peg.v13i2.1599

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