FLUXOS RADIATIVOS DA AVENIDA PAULISTA – SÃO PAULO, SP – DISCUTIDOS A PARTIR DA ANÁLISE DAS FORMAS

Antonio Jaschke Machado

Resumo


Busca-se verificar como a temperatura interna de um canyon urbano é determinada, a partir da interação entre a sua morfologia e a distribuição dos fluxos radiativos em uma cidade tropical. As medições discutidas incluem a densidade do fluxo radiativo multiespectral (Q*), o saldo radiativo em ondas longas (L*), o fluxo radiativo em ondas curtas (K*) derivado dos anteriores e o campo de temperaturas do canyon urbano estudado. Uma análise de sensibilidade é avaliada, a partir de observações sobre uma plataforma móvel, para estimar a relação entre os fluxos Q* e L* para com a distribuição espacial de temperaturas, cobrindo a variabilidade das formas reconhecidas. Os dados são georreferenciados e utilizados na investigação das diversas localidades, buscando-se caracterizar os padrões de interação entre fluxos radiativos e morfologia (altura, forma, área e distribuição espacial de edificações e árvores) no interior de um importante canyon urbano de uma metrópole latino-americana. A maioria das localidades situam-se em um centro financeiro, entre um parque urbano e uma área de ocupação mista. Todos os setores apresentaram tendência à homogeneização térmica, a partir de um padrão espacial mais complexo do fluxo L*. Finalmente, é realizada simulação com o modelo numérico ENVI-met  e as principais distorções entre a saída do modelo e as observações realizadas são discutidas.


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Caderno Prudentino de Geografia - ISSN: 2176-5774

 

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