Nuances: Estudos sobre Educação, Presidente Prudente, v. 36, n. 00, e025020, 2025. e-ISSN: 2236-0441.
DOI: 10.32930/nuances.v36i00.11347 1
DEMOCRACIA: DESAFIOS NA EDUCAÇÃO CHILENA
DEMOCRACIA: DESAFÍOS EN LA EDUCACIÓN CHILENA
DEMOCRACY: CHALLENGES IN CHILEAN EDUCAÇÃO
Oscar ROJAS
1
e-mail: orojas@corp.umc.cl
Jorge MALDONADO
2
e-mail: jmaldonado@corp.umc.cl
Amely VIVAS
3
e-mail: avivas@corp.umc.cl
Katihuska MOTA
4
e-mail: motakt@gmail.com
Marlenis MARTÍNEZ
5
e-mail: marlenism3@gmail.com
Como referenciar este artigo:
ROJAS, O.; MALDONADO, J., VIVAS, A.; MOTA, K.;
MARTÍNEZ, M. Democracia: desafios na educação chilena.
Nuances: Estudos sobre Educação, Presidente Prudente, v. 36, n.
00, e025020, 2025. e-ISSN: 2236-0441. DOI:
10.32930/nuances.v36i00.11347
| Submetido em: 15/10/2025
| Revisões requeridas em: 05/11/2025
| Aprovado em: 25/11/2025
| Publicado em: 24/12/2025
Editora:
Profa. Dra. Rosiane de Fátima Ponce
1
Universidade Miguel de Cervantes (UMC), Santiago Região Metropolitana Chile. Diretor de Estudos de Pós-
Graduação, Pesquisa e Inovação.
2
Universidade Miguel de Cervantes (UMC), Santiago Região Metropolitana Chile. Professor.
3
Universidade Miguel de Cervantes (UMC), Santiago Região Metropolitana Chile. Carreira Acadêmica de
Pós-Graduação, Pesquisa e Inovação.
4
Universidade Miguel de Cervantes (UMC), Santiago Região Metropolitana Chile. Carreira Acadêmica de
Pós-Graduação, Pesquisa e Inovação.
5
Universidade Miguel de Cervantes (UMC), Santiago Região Metropolitana Chile. Carreira Acadêmica de
Pós-Graduação, Pesquisa e Inovação.
Democracia: desafios na educação chilena
Nuances: Estudos sobre Educação, Presidente Prudente, v. 36, n. 00, e025020, 2025. e-ISSN: 2236-0441.
DOI: 10.32930/nuances.v36i00.11347 2
RESUMO: A democracia na educação chilena reflete-se na inclusão de conteúdo, na sua
progressão entre os níveis educacionais, em uma abordagem interdisciplinar, na promoção de
valores democráticos e na ênfase na participação cidadã. Esses aspectos são fundamentais para
o desenvolvimento de cidadãos informados, críticos e comprometidos com a construção e
consolidação de uma sociedade democrática no Chile. Este estudo utilizou uma revisão
detalhada do Currículo Nacional Chileno como metodologia, sistematizando o curso, os
objetivos das disciplinas e o conteúdo ministrado nas escolas de ensino fundamental e médio
em uma matriz de análise. A educação cidadã é essencial para transmitir conhecimento sobre
os princípios democráticos, os direitos e responsabilidades dos cidadãos e o funcionamento das
instituições. Portanto, as instituições educacionais são responsáveis por promover ações
pedagógicas voltadas ao fomento da participação, da integração, da identidade e da apropriação
de direitos.
PALAVRAS-CHAVE: Democracia. Desafios. Educação.
RESUMEN: La democracia en la educación chilena se refleja en la inclusión de contenidos,
la progresión de estos a lo largo de los niveles educativos, el enfoque interdisciplinario, la
promoción de valores democráticos y el énfasis en la participación ciudadana. Estos aspectos
son fundamentales para la formación de ciudadanos informados, críticos y comprometidos con
la construcción y consolidación de una sociedad democrática en Chile. En este estudio se
utilizó como metodología una revisión detallada del Currículo Nacional chileno y sistematizar
en una matriz de análisis el curso, los objetivos de la asignatura y los contenidos abordados en
establecimientos educativos chilenos. La educación ciudadana es esencial para impartir
conocimientos sobre los principios democráticos, los derechos y responsabilidades ciudadanas,
y el funcionamiento de las instituciones democráticas. Por consiguiente, las instituciones
educativas deben garantizar el impulso de acciones pedagógicas orientadas a fomentar la
participación, la integración, la identidad y la apropiación de los derechos.
PALABRAS CLAVE: Democracia. Desafíos. Educación.
ABSTRACT: Democracy in Chilean education is reflected in the inclusion of content, its
progression across educational levels, an interdisciplinary approach, the promotion of
democratic values, and an emphasis on civic participation. These aspects are fundamental to
the development of informed, critical citizens committed to building and consolidating a
democratic society in Chile. This study used a detailed review of the Chilean National
Curriculum as a methodology, capturing the course, subject objectives, and content taught in
Chilean primary and secondary schools, systematizing the data in an analysis matrix. Civic
education is essential for imparting knowledge about democratic principles, citizens rights
and responsibilities, and the functioning of democratic institutions. Therefore, educational
institutions are responsible for promoting pedagogical actions conducive to fostering
participation, integration, identity, and the ownership and internalization of rights.
KEYWORDS: Democracy. Challenges. Education.
Oscar ROJAS, Jorge MALDONADO, Amely, VIVAS, Katihuska, MOTA e Marlenis MARTÍNEZ
Nuances: Estudos sobre Educação, Presidente Prudente, v. 36, n. 00, e025020, 2025. e-ISSN: 2236-0441.
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Introdução
A educação desempenha um papel fundamental na formação e na evolução da
sociedade. Ela atua como um agente constante de mudança, moldando as interações sociais e
preparando os indivíduos para participarem ativa e significativamente em seu ambiente. Ao
fazer isso, fortalece o capital social e fornece as ferramentas necessárias para estabelecer
sistemas de governança que priorizem os interesses e direitos dos indivíduos (Anaya-Rodríguez
et al., 2016). Partindo dessa premissa, é essencial compreender que a educação não apenas
transmite conhecimento, mas também influencia a estruturação dos valores e normas que regem
a vida em sociedade. Portanto, a educação serve como um meio estratégico para moldar tanto
os indivíduos quanto a sociedade como um todo, contribuindo para a construção do projeto de
desenvolvimento social.
Nesse sentido, a educação cívica e a educação para a democracia estabelecem-se como
princípios fundamentais nos sistemas educacionais atuais. Em um mundo caracterizado pelo
dinamismo da informação, pela diversidade de vozes e por desafios universais, as instituições
de ensino têm a responsabilidade de desenvolver o conhecimento, as capacidades e as
habilidades que permitam aos jovens integrarem-se de forma abrangente, crítica e responsável,
valorizando a democracia. Pesquisas internacionais recentes indicam que o conhecimento
cívico básico, as habilidades de debate, a resolução de conflitos e a participação ativa são
aspectos essenciais para o bom funcionamento das democracias contemporâneas.
Os resultados da rodada mais recente de estudos internacionais, citados por Sala et al.
(2021), confirmam o papel central das escolas na preparação dos jovens para o exercício da
cidadania. Tais estudos fornecem evidências comparativas sobre as atitudes, os níveis de
conhecimento cívico e os modos de participação de alunos do ensino médio em diversos
sistemas educativos, enfatizando a importância de conectar o conhecimento com práticas
deliberativas e experiências reais de participação no contexto escolar (Pereyra, 2023).
Resultados internacionais indicam que a existência formal de objetivos curriculares nem sempre
resulta em competências cívicas aplicadas, destacando a necessidade de examinar não apenas
os documentos oficiais, mas também as circunstâncias pedagógicas que tornam possível a
experiência de cidadania.
A importância desta abordagem é confirmada por entidades globais como a Organização
para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que enfatiza a criação de
experiências educacionais que cultivem o protagonismo dos alunos por meio de metodologias
participativas, projetos interdisciplinares e uma forte conexão com a comunidade. Análises
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internacionais demonstram que políticas educacionais que integram a renovação curricular com
a formação continuada de professores e a avaliação de competências cívicas têm maior
probabilidade de alcançar um impacto duradouro. A qualidade da educação cívica depende não
apenas do conteúdo oficial, mas também da qualificação docente e da organização dos espaços
escolares para fomentar a deliberação e a ação coletiva.
Simultaneamente, no âmbito da agenda da Cidadania Global, a Educação Global para a
Cidadania (EGC), promovida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência
e a Cultura (UNESCO), oferece uma estrutura mais ampla que vincula o aprendizado da
cidadania aos princípios da justiça social, dos direitos humanos e da responsabilidade global
(Pereyra, 2023). A EGC estabelece não apenas objetivos cognitivos, mas também objetivos
disposicionais ser responsável pelo planeta, demonstrar empatia e respeitar a diversidade
, que exigem métodos pedagógicos transformadores e experiências escolares que exponham os
alunos às complexidades do mundo real.
O cenário exposto constitui um panorama internacional relevante para o Chile. A tensão
entre a reputação das conquistas acadêmicas, avaliadas por meio de exames padronizados, e a
necessidade de consolidar habilidades cívicas e deliberativas que sustentem a democracia em
situações de profunda segregação e desigualdade escolar é um fenômeno comum em outros
países da América Latina, incluindo o Chile (Morales et al., 2020). Os padrões observacionais
fornecidos por evidências internacionais são úteis para a análise documental, servindo não
apenas para detectar a presença de objetivos de educação cívica no currículo, mas também as
diretrizes pedagógicas, os critérios de avaliação e os recursos didáticos que viabilizam sua
implementação nas práticas escolares.
De fato, a literatura internacional atual oferece uma perspectiva teórica e prática para
avaliar se os currículos são concebidos e institucionalmente apoiados para fomentar uma
democracia dinâmica, crítica e empática. Como demonstram diversos estudos, a educação
cívica muitas vezes reduz-se a meros pronunciamentos normativos sem impacto prático.
Consequentemente, a democratização da educação tem sido um tema relevante na agenda
política e social há décadas. Embora progressos significativos tenham sido alcançados, grandes
desafios persistem e demandam atenção premente.
Este estudo resulta de uma análise do conteúdo dos currículos chilenos, examinando se
são suficientes para a formação de cidadãos e se esse conteúdo é adequado para enfrentar os
desafios da educação chilena no contexto da democracia. Isso conduz ao objetivo de analisar a
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democracia como um desafio na educação chilena, por meio de uma revisão dos currículos da
educação básica.
Democracia
Globalmente, a democracia pode ser definida como um sistema político no qual o poder
reside no povo e é exercido direta ou indiretamente por meio da participação em eleições livres
e justas e em processos de tomada de decisão política. Essa definição geral é corroborada por
inúmeros especialistas e acadêmicos.
A evolução e os desafios da democracia na América Latina e na Europa seguiram
trajetórias diferentes devido aos seus contextos históricos, políticos, econômicos e culturais
únicos (Casas, 2018).
Na América Latina, essa evolução envolveu transições democráticas a partir do século
XX, com muitos países migrando de regimes autoritários para sistemas democráticos. Esses
processos foram marcados por lutas populares, movimentos sociais e pressões internacionais
(Novoa et al., 2019). Somado a ciclos de democracia e autoritarismo (Munck, 2020), e apesar
dos desafios persistentes, vários países latino-americanos conseguiram consolidar seus sistemas
e fortalecer as instituições democráticas ao longo do tempo.
No caso da Europa, essa evolução centra-se em uma história democrática que remonta
a séculos atrás, embora interrompida por períodos de autoritarismo e conflitos políticos. Isso
ficou evidente após a Segunda Guerra Mundial, que presenciou uma onda de democratização e
construção de instituições, especialmente na Europa Ocidental. Além disso, a expansão da
União Europeia promoveu a consolidação democrática na Europa Central e Oriental, bem como
nos Balcãs Ocidentais (Pereyra, 2023; Casanova, 2020).
Ao comparar os desafios na América Latina e na Europa, nota-se que eles diferem
porque, na primeira, a corrupção representa um grande obstáculo à democracia regional,
minando a confiança nas instituições e dificultando o desenvolvimento econômico e social. Isso
é agravado pela persistente desigualdade socioeconômica, um entrave à inclusão política e à
representação equitativa (Rojas, 2019). Da mesma forma, a violência e o crime organizado
representam uma ameaça à estabilidade democrática em diversos países da região, afetando a
segurança dos cidadãos e enfraquecendo o Estado de Direito.
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Na Europa, os desafios centraram-se na ascensão do populismo e do nacionalismo,
gerando tensões políticas e prejudicando valores democráticos como a tolerância e a
diversidade, juntamente com as crises econômicas e migratórias e o impacto do Brexit, que
criaram desafios significativos para a integração e a solidariedade entre os Estados-membros
da União Europeia (UE) (Talvi, 2020). Estes desafios relacionam-se também com a governança,
a eficácia das instituições democráticas e a participação política dos cidadãos.
Consequentemente, embora tanto a América Latina quanto a Europa tenham
experimentado progressos significativos na democratização, cada região enfrenta desafios
únicos na consolidação e no fortalecimento da democracia. Superar esses obstáculos exige um
compromisso contínuo com os valores democráticos, bem como o enfrentamento de problemas
estruturais, como questões econômicas, sociais, ambientais, políticas e educacionais.
Democracia na educação chilena
A democracia no Chile passou por uma evolução complexa desde o fim da ditadura
militar até a contemporaneidade. Embora progressos significativos tenham sido alcançados em
termos de instituições democráticas, importantes desafios ainda precisam ser superados para
fortalecer a democracia e garantir maior inclusão e equidade na sociedade chilena.
Portanto, o Chile possui um arcabouço institucional democrático estabelecido em sua
Constituição, promulgada em 1980 durante a ditadura militar e emendada desde o retorno à
democracia em 1990. Esse arcabouço determina a separação de poderes, garante o respeito aos
direitos humanos e estabelece um sistema presidencialista de governo (García-Pérez; Montero,
2018). A presença de diversos partidos políticos que representam uma ampla gama de
ideologias e visões também compõe esse cenário.
Ao longo dos anos, houve alternância de poder entre diferentes coligações,
demonstrando a competição e a diversidade dentro do sistema político chileno. Embora tenham
sido feitos progressos em termos de acesso à informação e mecanismos participativos, como
consultas públicas e plebiscitos, ainda existem desafios quanto à participação efetiva e
representativa de todos os setores da sociedade.
Nesse sentido, Contreras e Montecinos (2019, p. 180) afirmam que a democracia é um
sistema político baseado na participação ativa e equitativa de todos os cidadãos nos processos
de tomada de decisão que afetam a comunidade como um todo. Nessa perspectiva, no contexto
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educacional chileno, democracia refere-se à inclusão de todos os membros da comunidade
escolar nos processos decisórios que afetam a instituição. A esse respeito, Marshall (2020, p.
270) considera:
A democracia é um sistema político no qual o poder é exercido, controlado e
limitado pelo povo, por meio de mecanismos institucionais que garantem a
participação livre e justa na tomada de decisões políticas, bem como a
proteção dos direitos fundamentais e das liberdades individuais.
Em outras palavras, a democracia desempenha um papel fundamental no processo
educativo porque incentiva a participação dos alunos na sua própria aprendizagem e na tomada
de decisões dentro da comunidade escolar; capacitando-os a assumir a responsabilidade pelo
seu próprio processo formativo e desenvolvendo competências de liderança e cidadania ativa
desde os anos iniciais.
Ademais, a democracia promove a tolerância e o respeito às opiniões e às diferenças
alheias. Ao fomentar um ambiente inclusivo e pluralista, os alunos aprendem a valorizar a
diversidade e a resolver conflitos de forma pacífica e construtiva, preparando-se para participar
ativamente na sociedade civil e política. Por meio do aprendizado de conceitos como direitos
humanos, justiça social e processos eleitorais, cultivam-se as competências necessárias para o
exercício de uma cidadania informada e participativa (Novoa et al., 2019).
Além disso, fomenta-se o pensamento crítico, incentivando os alunos a questionar,
analisar e avaliar informações de forma independente. Isso os auxilia a desenvolver uma
compreensão mais profunda de questões sociais e políticas, bem como a tomar decisões
fundamentadas em evidências e raciocínio. Tanto educadores quanto alunos são responsáveis
por suas ações e decisões. Isso promove a transparência, a honestidade e a responsabilidade
pessoal elementos essenciais para o funcionamento eficaz de qualquer sistema democrático.
Nesse sentido, no contexto chileno, Rojas (2019, p. 47) aborda como a democracia na
educação implica a criação de espaços de diálogo e deliberação onde as opiniões são respeitadas
e a participação de alunos, professores, pais e responsáveis é promovida. Isso significa que a
democracia na educação se traduz na implementação de mecanismos que permitam a integração
e o respeito à diversidade de opiniões dentro das escolas.
Segundo Anaya-Rodríguez e Ocampo-Gómez (2020, p. 16), a democracia na esfera
educacional chilena busca promover o desenvolvimento de habilidades cívicas nos estudantes,
como pensamento crítico, tolerância e respeito aos direitos alheios. Isso implica que a
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educação democrática no Chile visa formar cidadãos responsáveis e comprometidos com a
construção de uma sociedade mais justa e equitativa.
Consequentemente, um dos desafios mais prementes na educação chilena é a
desigualdade no acesso e na qualidade do ensino. Embora o país tenha progredido na expansão
da cobertura educacional, ainda existem lacunas profundas entre as instituições públicas e
privadas. Escolas voltadas às classes de alta renda dispõem de mais recursos e acesso a
tecnologia avançada, enquanto muitas escolas públicas enfrentam dificuldades para oferecer
uma educação de qualidade devido à falta de financiamento adequado (García-Pérez; Montero,
2018).
Essa disparidade na qualidade da educação perpetua a desigualdade social e limita as
oportunidades para aqueles de origens mais vulneráveis. Uma democracia plena deve garantir
o acesso à educação de qualidade como um direito universal, independentemente da origem
socioeconômica do indivíduo.
Outro desafio crucial na educação chilena é a inclusão, que visa eliminar as barreiras
que impedem os alunos com deficiência ou necessidades especiais de acessar uma educação de
qualidade (Fuentes; Lovera, 2020). A falta de recursos e de formação docente, bem como a
carência de infraestrutura adequada, são obstáculos que precisam ser superados para garantir
igualdade de oportunidades de aprendizado. A educação inclusiva não beneficia apenas os
alunos com deficiência, mas também enriquece a experiência de todos, promovendo uma
cultura de respeito, empatia e compreensão.
Nesse sentido, a democracia no Chile deve abordar a necessidade de reforma curricular
e de uma abordagem pedagógica mais alinhada às demandas da sociedade contemporânea. É
essencial fomentar uma educação focada no desenvolvimento de habilidades como pensamento
crítico, resolução de problemas e criatividade. Da mesma forma, a incorporação de temas
relevantes e atuais, como educação cívica, direitos humanos e meio ambiente, contribuirá para
a formação de cidadãos conscientes e comprometidos com a sociedade (García-Pérez; Montero,
2018). A participação de professores, alunos e pais na definição do currículo e na tomada de
decisões educacionais é fundamental para garantir que a educação seja significativa e relevante
para a vida dos estudantes.
Da mesma forma, os professores são agentes-chave no sistema educacional e
desempenham um papel fundamental na formação de cidadãos informados e responsáveis. No
entanto, o desenvolvimento profissional e o reconhecimento docente no Chile enfrentam
desafios. É necessário melhorar as condições de trabalho, proporcionar oportunidades de
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formação continuada e reconhecer o impacto significativo que os professores exercem na vida
de seus alunos. Um maior investimento no desenvolvimento profissional docente ajudará a
elevar a qualidade do ensino e, por sua vez, beneficiará toda a sociedade (Olivo, 2017).
Conteúdo dos programas curriculares na educação chilena
Por meio de uma análise dos conteúdos dos programas curriculares, observa-se que, no
ciclo do ano do ensino fundamental ao ano do ensino médio, o objetivo é que os alunos
aprendam sobre o desenvolvimento histórico dos fundamentos em que se baseia a atual
democracia representativa e reconheçam que esse sistema é a forma de organização política e
convivência social que melhor salvaguarda os direitos fundamentais e permite o respeito aos
direitos humanos.
De acordo com o currículo, espera-se que os alunos compreendam que a democracia é
um sistema político e social em constante evolução, suscetível tanto a progressos quanto a
retrocessos, em âmbito internacional e nacional. Nesse sentido, é importante que entendam que
a democracia se constrói diariamente e que, embora possa ser aprimorada, também está exposta
a diversas situações de risco (Ministério da Educação do Chile, 2019).
Ademais, espera-se que os alunos demonstrem domínio dos direitos humanos e dos
princípios que os fundamentam, reconhecendo-se como sujeitos de direito. Espera-se também
que reconheçam que o Chile é regido pelo Estado de Direito, que assegura o respeito e a
proteção dos direitos humanos. Nesse mesmo sentido, projeta-se que os alunos aprofundem
seus conhecimentos sobre as instituições que compõem a organização política e social,
compreendam as diferentes formas de participação nelas e reconheçam sua importância para o
desenvolvimento de uma sociedade democrática (Ministério da Educação do Chile, 2019).
O desenvolvimento de valores e competências cívicas é fundamental para promover a
formação de estudantes comprometidos com o bem comum, o sistema democrático e o respeito
pelos direitos humanos e pela diversidade, capazes de resolver conflitos de forma pacífica e
construtiva por meio do diálogo, da argumentação e da troca de ideias.
Embora as políticas públicas tenham conseguido aumentar a escolaridade obrigatória e
a matrícula no ensino superior, como aponta Talvi (2020), especialista na região, o recente
crescimento econômico mascarou as deficiências existentes nos sistemas educacionais. Essas
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carências representam uma ameaça significativa às perspectivas econômicas de longo prazo do
continente, bem como à estabilidade social, ao combate à pobreza e à inclusão social.
Por outro lado, uma análise da democracia na região revela que diversas lacunas
significativas persistem. Entre elas, destacam-se a crise de representatividade, a fragilidade
institucional, a desigualdade, a corrupção, a insegurança jurídica, os altos níveis de violência
urbana e as ameaças à liberdade de expressão. Esses desafios ressaltam a necessidade contínua
de fortalecer as estruturas democráticas e abordar as inúmeras áreas ainda sem solução, a fim
de alcançar sociedades mais justas e equitativas na América Latina.
Educação cívica nos governos do Chile
A educação cívica é um pilar fundamental para o fortalecimento de um sistema
democrático, pois essa formação é essencial para a participação ativa e engajada dos cidadãos.
Atingir esse objetivo requer a participação do sistema educacional, espaço primordial para a
formação cidadã (sem diminuir a responsabilidade de outras entidades, como a interação
familiar). Segundo Blancas (2018, p. 26):
Qualquer processo educativo que busque o desenvolvimento integral do
indivíduo por meio do conhecimento, das habilidades e das competências,
orientado para a vida profissional ou para qualquer outro fim, deve
considerar o desenvolvimento da dimensão política em termos da
responsabilidade de viver em sociedade e governá-la.
No Chile, a preocupação e a implementação da educação cívica como atividade
curricular com objetivos e conteúdo próprios surgiram na cada de 1980. Assim, sob o regime
de Pinochet, a educação cívica era vista como uma ferramenta para doutrinar os alunos com a
ideologia do regime. Em 1980 e 1981, a ditadura militar alterou o currículo vigente,
restabelecendo a Educação Cívica como disciplina independente, sob o nome de Educação
Cívica e Economia, no primeiro e segundo anos do ensino médio, com três horas semanais. O
objetivo era transmitir conhecimento sobre a nova Constituição Política do Estado, o
funcionamento do sistema político e econômico e os direitos fundamentais. Contudo, em 1984,
essa disciplina foi dividida em duas: Educação Cívica, no terceiro ano do ensino médio, e
Economia, no quarto ano, ambas com duas horas semanais (Mercado; Pinochet, 2021).
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No entanto, após o retorno à democracia em 1990, o currículo foi reformulado e a
educação cívica passou a ser uma disciplina focada no desenvolvimento do pensamento crítico,
dos valores democráticos e da cidadania ativa.
Em 1998, pela segunda vez no século XX, a Educação Cívica deixou de ser uma
disciplina separada, mas o conceito de Educação para a Cidadania foi incorporado em todo o
currículo escolar. O novo quadro curricular para o ensino secundário, que começou a ser
implementado no primeiro ano do ensino secundário em 1999, ampliou o conceito de educação
cívica, do conhecimento sobre o Estado e o sistema político para a educação para a cidadania,
incluindo não apenas conhecimento, mas também habilidades de gestão da informação,
habilidades de pensamento (reflexão crítica, capacidade de formular opiniões) e atitudes
compatíveis com um regime democrático, como pluralismo, respeito ao próximo e valorização
dos direitos humanos.
Assim, a educação cívica foi retirada do currículo devido a interesses e prioridades
divergentes, deixando uma lacuna na formação de cidadãos responsáveis e atuantes no país. O
conceito de educação cívica foi aplicado em todo o currículo escolar, a partir de 1999, no
primeiro ano do ensino médio, com o objetivo de transmitir conhecimento sobre o Estado e o
sistema político, bem como habilidades de alfabetização informacional e uma valorização do
pluralismo e dos direitos humanos.
Lagos foi presidente do Chile de 11 de março de 2000 a 11 de março de 2006. Ele
implementou a Reforma Curricular, que introduziu mudanças no currículo escolar para incluir
conteúdo de educação cívica. O objetivo era que os alunos adquirissem conhecimento sobre a
história política do Chile, os direitos e deveres dos cidadãos e o funcionamento do sistema
político e eleitoral. Ele também promoveu o fortalecimento da educação cívica nas escolas,
buscando reforçar o ensino de valores cívicos e de cidadania nas instituições de ensino e
promover a participação ativa dos alunos em assuntos de interesse público.
Durante os governos de Bachelet (de 11 de março de 2006 a 11 de março de 2010 e,
posteriormente, de 11 de março de 2014 a 11 de março de 2018), foram implementadas
reformas na educação cívica para aprimorar sua qualidade e incorporar conteúdo cívico ao
currículo escolar. O objetivo era que os alunos adquirissem conhecimento sobre a história
política do Chile, os direitos e responsabilidades dos cidadãos e o funcionamento do sistema
político e eleitoral.
Desde então, diversos setores da sociedade civil têm defendido a reintegração da
educação cívica no currículo escolar. Nos últimos anos, o governo lançou iniciativas para
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promover a educação cívica e constitucional, reconhecendo a importância de educar cidadãos
para serem pensadores críticos, cidadãos engajados e comprometidos com o seu país.
Os governos Piñera (de 11 de março de 2010 a 11 de março de 2014 e, posteriormente,
de 11 de março de 2018 a 11 de março de 2022) enfatizaram a educação cívica como parte de
seus esforços para melhorar a qualidade da educação no Chile. O governo considera a educação
cívica uma ferramenta importante para a promoção de valores democráticos e coesão social,
bem como um meio de formar cidadãos engajados e preparados para participar efetivamente da
vida cívica chilena. Portanto, a educação cívica seguiu diferentes caminhos, dependendo da
ideologia e dos interesses do governo no poder. Contudo, hoje existe um consenso sobre seu
papel crucial na formação de cidadãos ativos e responsáveis (Fuentes; Lovera, 2020).
Metodologia
Esta pesquisa teve caráter documental e reflexivo. Segundo Hernández-Sampieri e
Mendoza (2018, p. 129), trata-se de um tipo de estudo baseado na coleta e análise de
informações disponíveis em documentos escritos, como livros, artigos, relatórios, registros
históricos, entre outros. O pesquisador não se limita a coletar informações, mas analisa
criticamente os dados. Isso envolve questionar, interpretar e comparar diferentes fontes para
chegar a conclusões fundamentadas.
A presente pesquisa envolveu uma revisão do conteúdo dos programas curriculares,
examinando se são suficientes para preparar os cidadãos para os desafios da educação chilena
no contexto democrático. O procedimento consistiu em uma revisão detalhada do Currículo
Nacional Chileno e na sistematização, em uma matriz de análise, dos objetivos da disciplina e
dos conteúdos ministrados nas escolas de ensino fundamental e médio que faziam referência à
democracia. Após a obtenção das informações, estas foram validadas por um grupo de
professores especialistas para identificar a abrangência dos conteúdos e verificar sua adequação
às necessidades da infância e da juventude do país.
Oscar ROJAS, Jorge MALDONADO, Amely, VIVAS, Katihuska, MOTA e Marlenis MARTÍNEZ
Nuances: Estudos sobre Educação, Presidente Prudente, v. 36, n. 00, e025020, 2025. e-ISSN: 2236-0441.
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Resultados
Com base nos resultados e na comparação das informações com a literatura, é possível
afirmar que o conteúdo é suficiente para que os estudantes chilenos recebam uma sólida
formação democrática, visto que apresenta um fio condutor coerente desde o primeiro ano do
ensino fundamental em disciplinas como História, Geografia e Ciências Sociais. No oitavo ano,
alguns aspectos da democracia são apresentados no currículo de Linguagem (Língua Materna),
como a valorização das possibilidades oferecidas pelo discurso oral e escrito para a participação
proativa, consciente e responsável na vida de uma sociedade democrática.
Nos 3º e anos do ensino médio, o currículo de educação geral estrutura-se em torno
do tema Chile e a Região da América Latina e o Mundo Global, e, dentro da área de ciências
e humanidades, em torno da compreensão histórica do presente. Ademais, essa área inclui a
disciplina de Língua e Literatura, com foco em Participação e Argumentação na Democracia.
Essa disciplina aborda tópicos elaborados para auxiliar os alunos a desenvolverem uma
compreensão crítica dos textos que circulam em comunidades digitais, permitindo-lhes
identificar convenções culturais, ideologias e crenças, bem como as questões éticas associadas
à disseminação de informações (Ministério da Educação do Chile, 2019).
Os estudantes aplicam essas habilidades quando investigam; particularmente, quando
selecionam informações de acordo com critérios de qualidade, relevância e veracidade. Embora
os conteúdos mencionados sejam de natureza mais argumentativa, eles correlacionam-se
diretamente com uma atitude democrática e de participação cidadã (Ministério da Educação do
Chile, 2019).
Em geral, apresentar a educação cívica como uma tarefa pendente implica que ela deve
alcançar diversos setores da população, não sendo responsabilidade exclusiva das escolas
municipais ou de etapas específicas do ensino. Aumentar a participação é necessário para
salvaguardar a democracia, e isso requer educar em valores cívicos como liberdade, igualdade,
solidariedade, respeito ativo e diálogo (Cortina, 2017, p. 45). Tais valores devem ser
integrados à formação integral de cada chileno, pois reduzir a educação cívica à instrução sobre
o arcabouço estrutural do Estado diminui a importância desse aspecto na formação cidadã.
Por fim, a falta de educação cívica resulta em um alheamento geracional em relação à
política, diminuindo seu impacto. Isso ocorre porque a ênfase na realização individual em uma
sociedade de consumo levou à associação do bem-estar com bens materiais, coincidindo com
altos níveis de insegurança e desconfiança interpessoal (Mardones, 2018, p. 74). Para mitigar
Democracia: desafios na educação chilena
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esses problemas, é crucial fomentar valores como democracia, solidariedade e colaboração,
bem como trabalhar para reduzir as desigualdades socioeconômicas.
Conclusões
A educação é um pilar fundamental para o fortalecimento da democracia no Chile. Para
superar os desafios que a educação chilena enfrenta, é necessário combater a desigualdade no
acesso e na qualidade, promover a inclusão e adaptar o currículo às necessidades do século
XXI.
Construir um sistema educacional de qualidade e equitativo exige um forte
compromisso do Estado, da sociedade e de todos os agentes envolvidos. Somente por meio da
colaboração e do esforço conjunto poderemos alcançar uma educação que forme cidadãos
críticos e responsáveis, comprometidos com a construção de uma democracia forte e justa no
Chile.
Portanto, estabelecer a democracia na sala de aula exige a implementação de práticas
pedagógicas que promovam a participação, o diálogo, a resolução de conflitos e o respeito
mútuo. Ao adotar uma abordagem democrática, os professores contribuem significativamente
para o desenvolvimento de cidadãos ativos. A democracia não prospera sem cidadãos
informados e engajados. Assim, a educação cívica é essencial para transmitir conhecimento
sobre os princípios democráticos e o funcionamento das instituições. Consequentemente, as
autoridades educacionais são responsáveis por promover ações pedagógicas que incentivem a
participação, a integração e a apropriação de direitos e deveres.
Ao analisar o currículo, percebe-se um esforço para incluir aspectos relacionados à
democracia em disciplinas desde os primeiros anos da educação básica até os níveis mais
avançados. Esse conteúdo abrange áreas como História, Geografia, Ciências Sociais e
Linguagem, sugerindo uma exposição contínua a conceitos democráticos.
Entre os desafios da Educação Cívica, argumenta-se que esta permanece uma tarefa
pendente no Chile. Enfatiza-se a necessidade de ampliar seu alcance para todos os setores da
população. Sugere-se que a educação cívica não se limite ao ensino sobre estruturas
governamentais, mas incorpore valores fundamentais como liberdade e solidariedade.
No que tange ao alheamento geracional da política, a carência de formação cívica
contribui para o afastamento dos jovens da esfera pública e para uma percepção de bem-estar
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centrada no consumo. Esse fenômeno pode alimentar a insegurança e a desconfiança,
destacando a importância de fomentar valores democráticos desde a infância para cultivar uma
cultura de cooperação mútua.
Aprimorar a democracia no contexto educacional exige uma abordagem abrangente que
contemple não apenas os aspectos pedagógicos, mas também os desafios estruturais sociais,
políticos e econômicos que afetam o desenvolvimento de uma cidadania ativa. Isso implica
reformas no sistema educacional que promovam efetivamente a inclusão, a equidade e a
participação cívica em todos os níveis de ensino.
Democracia: desafios na educação chilena
Nuances: Estudos sobre Educação, Presidente Prudente, v. 36, n. 00, e025020, 2025. e-ISSN: 2236-0441.
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Oscar ROJAS, Jorge MALDONADO, Amely, VIVAS, Katihuska, MOTA e Marlenis MARTÍNEZ
Nuances: Estudos sobre Educação, Presidente Prudente, v. 36, n. 00, e025020, 2025. e-ISSN: 2236-0441.
DOI: 10.32930/nuances.v36i00.11347 17
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Democracia: desafios na educação chilena
Nuances: Estudos sobre Educação, Presidente Prudente, v. 36, n. 00, e025020, 2025. e-ISSN: 2236-0441.
DOI: 10.32930/nuances.v36i00.11347 18
CRediT Author Statement
Reconhecimentos: Agradecemos à Associação Planalto Central, à União Centro Oeste
Brasileira e ao UNASP pelo apoio nesta pesquisa.
Financiamento: Associação Planalto Central e União Centro Oeste Brasileira.
Conflitos de interesse: Não existem conflitos de interesse.
Aprovação ética: O trabalho foi aprovado pelo comitê de ética da UNASP. Número do
parecer: 5.265.025, CAAE: 55831922.9.0000.5377.
Disponibilidade de dados e material: Os dados e materiais utilizados em atividades não
produtivas estão disponíveis para acesso.
Contribuições dos autores: Alzira Luciana: Escreveu a parte teórica, coletou e analisou os
dados. Helena Viana: Escreveu a parte teórica, realizou a análise estatística, editorou o
artigo e fez a correção final. Alceli Ribeiro: Fez contribuições ao corpo teórico do artigo e
sugestão na apresentação dos dados. Dayse Neri de Souza: Fez contribuições à parte
metodológica e a correção final do trabalho.
Processamento e edição: Editor Educacional Ibero-Americano
Revisão, formatação, normalização e tradução
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DEMOCRACIA: DESAFÍOS EN LA EDUCACIÓN CHILENA
DEMOCRACIA: DESAFIOS NA EDUCAÇÃO CHILENA
DEMOCRACY: CHALLENGES IN CHILEAN EDUCAÇÃO
Oscar ROJAS
1
e-mail: orojas@corp.umc.cl
Jorge MALDONADO
2
e-mail: jmaldonado@corp.umc.cl
Amely VIVAS
3
e-mail: avivas@corp.umc.cl
Katihuska MOTA
4
e-mail: motakt@gmail.com
Marlenis MARTÍNEZ
5
e-mail: marlenism3@gmail.com
Cómo citar este artículo:
ROJAS, O.; MALDONADO, J., VIVAS, A.; MOTA, K.;
MARTÍNEZ, M. Democracia: desafíos en la educación chilena.
Nuances: Estudos sobre Educação, Presidente Prudente, v. 36, n.
00, e025020, 2025. e-ISSN: 2236-0441. DOI:
10.32930/nuances.v36i00.11347
| Enviado el: 15/10/2025
| Revisiones requeridas el: 05/11/2025
| Aprobado el: 25/11/2025
| Publicado el: 24/12/2025
Editora:
Profa. Dra. Rosiane de Fátima Ponce
1
Universidad Miguel de Cervantes (UMC), Santiago Región Metropolitana Chile. Director de Postgrado,
Investigación e Innovación.
2
Universidad Miguel de Cervantes (UMC), Santiago Región Metropolitana Chile. Profesor.
3
Universidad Miguel de Cervantes (UMC), Santiago Región Metropolitana Chile. Académica de Postgrado,
Investigación e Innovación.
4
Universidad Miguel de Cervantes (UMC), Santiago Región Metropolitana Chile. Académica de Postgrado,
Investigación e Innovación.
5
Universidad Miguel de Cervantes (UMC), Santiago Región Metropolitana Chile. Académica de Postgrado,
Investigación e Innovación.
Democracia: desafíos en la educación chilena
Nuances: Estudos sobre Educação, Presidente Prudente, v. 36, n. 00, e025020, 2025. e-ISSN: 2236-0441.
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RESUMEN: La democracia en la educación chilena se refleja en la inclusión de contenidos, la
progresión de estos a lo largo de los niveles educativos, el enfoque interdisciplinario, la
promoción de valores democráticos y el énfasis en la participación ciudadana. Estos aspectos
son fundamentales para la formación de ciudadanos informados, críticos y comprometidos con
la construcción y consolidación de una sociedad democrática en Chile. En este estudio se utilizó
como metodología una revisión detallada del Currículo Nacional chileno y sistematizar en una
matriz de análisis el curso, los objetivos de la asignatura y los contenidos abordados en
establecimientos educativos chilenos. La educación ciudadana es esencial para impartir
conocimientos sobre los principios democráticos, los derechos y responsabilidades ciudadanas,
y el funcionamiento de las instituciones democráticas. Por consiguiente, las instituciones
educativas deben garantizar el impulso de acciones pedagógicas orientadas a fomentar la
participación, la integración, la identidad y la apropiación de los derechos.
PALABRAS CLAVE: Democracia. Desafíos. Educación.
RESUMO: A democracia na educação chilena reflete-se na inclusão de conteúdo, na sua
progressão entre os níveis educacionais, em uma abordagem interdisciplinar, na promoção de
valores democráticos e na ênfase na participação cidadã. Esses aspectos são fundamentais
para o desenvolvimento de cidadãos informados, críticos e comprometidos com a construção e
consolidação de uma sociedade democrática no Chile. Este estudo utilizou uma revisão
detalhada do Currículo Nacional Chileno como metodologia, sistematizando o curso, os
objetivos das disciplinas e o conteúdo ministrado nas escolas de ensino fundamental e médio
em uma matriz de análise. A educação cidadã é essencial para transmitir conhecimento sobre
os princípios democráticos, os direitos e responsabilidades dos cidadãos e o funcionamento
das instituições. Portanto, as instituições educacionais são responsáveis por promover ações
pedagógicas voltadas ao fomento da participação, da integração, da identidade e da
apropriação de direitos.
PALAVRAS-CHAVE: Democracia. Desafios. Educação.
ABSTRACT: Democracy in Chilean education is reflected in the inclusion of content, its
progression across educational levels, an interdisciplinary approach, the promotion of
democratic values, and an emphasis on civic participation. These aspects are fundamental to
the development of informed, critical citizens committed to building and consolidating a
democratic society in Chile. This study used a detailed review of the Chilean National
Curriculum as a methodology, capturing the course, subject objectives, and content taught in
Chilean primary and secondary schools, systematizing the data in an analysis matrix. Civic
education is essential for imparting knowledge about democratic principles, citizens rights
and responsibilities, and the functioning of democratic institutions. Therefore, educational
institutions are responsible for promoting pedagogical actions conducive to fostering
participation, integration, identity, and the ownership and internalization of rights.
KEYWORDS: Democracy. Challenges. Education.
Oscar ROJAS, Jorge MALDONADO, Amely, VIVAS, Katihuska, MOTA y Marlenis MARTÍNEZ
Nuances: Estudos sobre Educação, Presidente Prudente, v. 36, n. 00, e025020, 2025. e-ISSN: 2236-0441.
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Introducción
La educación desempeña un papel fundamental en la configuración y evolución de la
sociedad. Actúa como un agente de cambio constante que moldea las interacciones sociales y
prepara a los individuos para participar de manera activa y significativa en su entorno. Al
hacerlo, fortalece el capital social y proporciona las herramientas necesarias para establecer
sistemas de gobernanza que ponen en primer plano los intereses y derechos de los individuos
(Anaya-Rodríguez et al., 2016). Desde esta premisa se debe comprender que la educación no
solo transmite conocimientos, sino que también influye en la forma en que se estructuran los
valores y las normas que rigen la vida en sociedad. Por lo tanto, la educación sirve como un
medio estratégico para configurar tanto a las personas como a la sociedad en su conjunto y así
se construye el proyecto de desarrollo social.
En este sentido, la formación ciudadana y la educación para la democracia se establecen
como principios fundamentales en los sistemas formativos actuales. En un mundo
particularizado por el dinamismo de la información, la diversidad de voces y desafíos
universales, los centros educativos tienen el compromiso de desarrollar saberes, capacidades y
habilidades que permitan a los jóvenes a integrarse de forma integrada, crítica y responsable de
la valoración por la democracia. Investigaciones internacionales recientes indican que, al
mismo tiempo los conocimientos cívicos básicos, aptitudes para el debate, la resolución de
conflictos y la participación dinámica son aspectos esenciales para el bienestar de las
democracias contemporáneas.
Los hallazgos de la más reciente ronda del International, citado por Sala et al. (2021)
confirman el rol central que tiene la escuela en alistar a los jóvenes para que ejerzan su
ciudadanía. Este estudio proporciona evidencia comparativa acerca de las actitudes, niveles de
conocimiento cívico y maneras de participación de alumnos de secundaria en diversos sistemas
educativos, enfatizando lo relevante que es conectar conocimientos con prácticas deliberativas
y vivencias reales de participación dentro del ámbito escolar (Pereyra, 2023). Los
descubrimientos a nivel internacional indican que la existencia formal de metas curriculares no
siempre resulta en habilidades cívicas aplicadas, lo que pone de manifiesto la necesidad de
examinar no únicamente los documentos oficiales, sino también las circunstancias pedagógicas
que hacen posible la experiencia de ser ciudadano.
La importancia de este enfoque es confirmada por entidades globales como la
Organización para la Cooperación y el Desarrollo Económico, que ha hecho hincapié en la
creación de experiencias educativas que cultiven la agencia estudiantil a través de metodologías
Democracia: desafíos en la educación chilena
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participativas, proyectos que cruzan distintas materias y una fuerte conexión con el entorno.
Los análisis internacionales demuestran que las políticas educativas que integran la renovación
curricular con la formación continua del profesorado y la evaluación de competencias
ciudadanas tienen una mayor probabilidad de lograr un impacto duradero. La calidad de la
educación cívica no solo depende de los contenidos oficiales, sino también de la capacitación
docente y de la organización de los espacios escolares para fomentar la deliberación y la acción
colectiva.
Simultáneamente, la agenda de Global Citizenship Education (GCED) impulsada por la
Organización de las Naciones Unidas para la Educación, la Ciencia y la Cultura (UNESCO)
proporciona un marco más amplio que vincula el aprendizaje para la ciudadanía con principios
de justicia social, derechos humanos y responsabilidad global (Pereyra, 2023). La GCED
establece no solamente metas cognitivas, sino también disposicionales, ser responsable con el
planeta, mostrar empatía y respetar la diversidad, que requieren todos pedagógicos
transformadores y experiencias en la escuela que expongan a los alumnos a la complejidad del
mundo real.
Lo antes expuesto constituye un marco internacional relevante para Chile. La presión
entre la reputación de los logros académicos, que se evalúan a través de pruebas estandarizadas,
y la necesidad de consolidar habilidades cívicas y deliberativas que respalden la democracia en
situaciones de profunda segregación escolar y desigualdad es un fenómeno común también en
otras naciones latinoamericanas como Chile (Morales et al., 2020). Los estándares de
observación que brinda la evidencia a nivel internacional sirven para un análisis de documentos:
no solo detectar la aparición en el texto de los objetivos de formación ciudadana dentro del
currículo, sino también las directrices pedagógicas, los criterios para evaluar y los medios
auxiliares que faciliten su conversión en prácticas escolares.
En efecto, la literatura internacional actual suministra una perspectiva teórica y práctica
para valorar si los programas de estudios están delineados y acompañados institucionalmente
para sembrar una democracia dinámica, crítica y empática, como exhiben distintos estudios, la
formación ciudadana está reducida a expuestos normativos con ausencia de incidencia práctica.
En consecuencia, la democratización de la educación ha sido un tema relevante en la agenda
política y social durante décadas. Aunque se han realizado avances significativos, persisten
desafíos importantes que requieren atención urgente.
Este estudio es el producto del análisis de los contenidos de los programas curriculares
dilucidando en ellos, si son suficientes para la formación de los ciudadanos y si estos contenidos
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son suficientes para enfrentar los desafíos de la educación chilena en el contexto de la
democracia. Esto conduce a plantear el objetivo de analizar la democracia como desafío en la
educación chilena, desde la revisión de los programas de estudio de educación básica.
Democracia
La democracia a nivel mundial se puede definir como un sistema político en el que el
poder reside en el pueblo, y es ejercido directa o indirectamente a través de la participación en
elecciones periódicas y libres, así como en procesos de toma de decisiones políticas. Esta
definición general es respaldada por numerosos expertos y académicos.
La evolución y los desafíos de la democracia en Latinoamérica y Europa, según Casas
(2018) han seguido trayectorias diferentes debido a sus contextos históricos, políticos,
económicos y culturales únicos. Esta evolución y los desafíos de la democracia específicamente
en Latinoamérica, implica las transiciones democráticas desde el siglo XX, muchos países
latinoamericanos experimentaron la transición de regímenes autoritarios a sistemas
democráticos. Estos procesos estuvieron marcados por luchas populares, movimientos sociales
y presiones internacionales. Aunado a ciclos de democracia y autoritarismo (Munck, 2020).
Aunque todavía existen desafíos, varios países latinoamericanos han logrado consolidar sus
sistemas democráticos fortaleciendo las instituciones democráticas a lo largo del tiempo.
En el caso de Europa, esta evolución se ha centrado en historia democrática, que se
remonta a siglos atrás. Sin embargo, esta tradición ha sido interrumpida en varias ocasiones por
períodos de autoritarismo y conflictos políticos. Tal como se evidenció después de la Segunda
Guerra Mundial, que experimentó una ola de democratización y construcción de instituciones
democráticas, especialmente en Europa Occidental. Asimismo, la expansión de la Unión
Europea ha promovido la consolidación democrática en países de Europa Central y del Este,
así como en los Balcanes Occidentales (Pereyra, 2023).
La evolución y los desafíos de la democracia en Latinoamérica y Europa han seguido
trayectorias diferentes debido a sus contextos históricos, políticos, económicos y culturales
únicos. Esta evolución de la democracia específicamente en Latinoamérica ha implicado las
transiciones democráticas desde el siglo XX, experimentando regímenes autoritarios a sistemas
democráticos, procesos marcados por luchas populares, movimientos sociales y presiones
internacionales (Novoa et al., 2019). Aunado a ciclos de democracia y autoritarismo. Aunque
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todavía existen desafíos, varios países latinoamericanos han logrado consolidar sus sistemas
democráticos y fortalecer las instituciones democráticas a lo largo del tiempo.
En el caso de Europa, esta evolución se ha centrado en historia democrática, que se
remonta a siglos atrás. Sin embargo, esta tradición ha sido interrumpida en varias ocasiones por
períodos de autoritarismo y conflictos políticos. Tal como se evidenció después de la Segunda
Guerra Mundial, que experimentó una ola de democratización y construcción de instituciones
democráticas, especialmente en Europa Occidental. Asimismo, la expansión de la Unión
Europea ha promovido la consolidación democrática en países de Europa Central y del Este,
así como en los Balcanes Occidentales (Casanova, 2020).
Comparando los desafíos tanto de Latinoamérica como de Europa, difieren porque en la
primera, se acentúa en la corrupción siendo uno de los principales desafíos para la democracia
en la región, socavando la confianza en las instituciones democráticas y obstaculizando el
desarrollo económico y social, sumado a la persistente desigualdad socioeconómica, obstáculo
para la inclusión política y la representación equitativa (Rojas, 2019). Igualmente, la violencia
y el crimen organizado representan una amenaza para la estabilidad democrática en varios
países de la región, afectando la seguridad ciudadana y socavando el Estado de derecho.
Mientras que en Europa sus desafíos se centraron en el ascenso del populismo y el
nacionalismo generando tensiones políticas obstruyendo los valores democráticos, como la
tolerancia y la diversidad, sumado a la crisis económica, migratoria y lo que significó el Brexit
generando desafíos significativos para la integración europea y la solidaridad entre los países
miembros de la Unión Europea (UE) (Talvi, 2020). Asimismo, se enfrentan a estos desafíos
relacionados con la gobernabilidad, la eficacia de las instituciones democráticas y la
participación política de los ciudadanos.
En consecuencia, tanto Latinoamérica como Europa han experimentado avances
significativos en términos de democratización, cada región enfrenta desafíos únicos en la
consolidación y el fortalecimiento de la democracia. La respuesta a estos desafíos requiere un
compromiso continuo con los valores democráticos, así como el abordaje de problemas
estructurales tales como: económicos, sociales, ambientales, políticos y educativos.
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Democracia en la educación chilena
La democracia en Chile ha experimentado una evolución compleja desde el fin de la
dictadura militar hasta la actualidad. Si bien se han logrado avances significativos en términos
de institucionalidad democrática, aún quedan desafíos importantes por abordar para fortalecer
la democracia y garantizar una mayor inclusión y equidad en la sociedad chilena.
De allí que Chile, cuenta con un marco institucional democrático establecido en su
Constitución, la cual fue promulgada en 1980 durante la dictadura militar y ha sido objeto de
reformas desde el retorno a la democracia en 1990. Este marco establece la separación de
poderes, garantiza el respeto a los derechos humanos y establece un sistema presidencialista de
gobierno (García-Pérez; Montero, 2018). En cuanto a la presencia de diversos partidos políticos
que representan una amplia gama de ideologías y visiones políticas.
A lo largo de los años, ha habido alternancia en el poder entre diferentes coaliciones
políticas, lo que demuestra la competencia política y la diversidad en el sistema político chileno.
Si bien se han realizado avances en términos de acceso a la información y mecanismos de
participación, como las consultas ciudadanas y los plebiscitos, aún existen desafíos en términos
de participación efectiva y representativa de todos los sectores de la sociedad.
En este orden de ideas, Contreras y Montecinos (2019, p. 180), la democracia es un
sistema político que se basa en la participación activa y equitativa de todos los ciudadanos en
la toma de decisiones que afectan a la comunidad en su conjunto. Desde esta perspectiva, en
el ámbito educativo chileno, la democracia se refiere a la inclusión de todos los miembros de la
comunidad educativa en la toma de decisiones que afectan a la institución escolar. Al respecto,
Marshall (2020, p. 270) considera:
La democracia es un sistema político en el que el poder es ejercido, controlado
y limitado por el pueblo, a través de mecanismos institucionales que aseguran
la participación libre y justa en la toma de decisiones políticas, así como la
protección de los derechos fundamentales y las libertades individuales.
En otras palabras, la democracia juega un papel fundamental en el proceso educativo
porque fomenta la participación de los estudiantes en su propio aprendizaje y en la toma de
decisiones en la comunidad escolar; permitiendo empoderarse y ser responsables de su propio
proceso educativo, desarrollando habilidades de liderazgo y ciudadanía activa desde una edad
temprana.
Asimismo, la democracia promueve la tolerancia y el respeto hacia las opiniones y
diferencias de los demás. Al fomentar un ambiente inclusivo y pluralista, se enseña a los
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estudiantes a valorar la diversidad y a resolver conflictos de manera pacífica y constructiva,
preparándolos a participar de manera activa en la sociedad civil y política. A través del
aprendizaje de conceptos como los derechos humanos, la justicia social y los procesos
electorales, se cultivan las habilidades necesarias para ser ciudadanos informados y
comprometidos (Novoa et al., 2019).
Además, fomenta el pensamiento crítico al alentar a los educandos a cuestionar, analizar
y evaluar la información de manera independiente. Esto les ayuda a desarrollar una
comprensión más profunda de los problemas sociales y políticos, así como a tomar decisiones
informadas basadas en evidencia y razón, así como, los educadores como los estudiantes son
responsables de sus acciones y decisiones. Esto promueve la transparencia, la honestidad y la
responsabilidad personal, elementos esenciales para el funcionamiento efectivo de cualquier
sistema democrático.
En este orden de ideas, en el contexto chileno, Rojas (2019, p. 47) aborda la democracia
en la educación implica la creación de espacios de diálogo y deliberación donde se respeten las
opiniones y se promueva la participación de estudiantes, docentes, padres y apoderados. Esto
significa que, la democracia en la educación se traduce en la implementación de mecanismos
que permitan la integración y el respeto a la diversidad de opiniones dentro de las escuelas.
De acuerdo con Anaya-Rodríguez y Ocampo-Gómez (2020, p. 16), la democracia en
el ámbito educativo chileno busca promover el desarrollo de habilidades ciudadanas en los
estudiantes, tales como el pensamiento crítico, la tolerancia y el respeto por los derechos de los
demás. Esto implica que la educación democrática en Chile tiene como objetivo formar
ciudadanos responsables y comprometidos con la construcción de una sociedad más justa y
equitativa.
En consecuencia, uno de los desafíos más apremiantes en la educación chilena es la
desigualdad en el acceso y la calidad educativa. Si bien el país ha avanzado en la expansión de
la cobertura educativa, aún existen profundas brechas entre las instituciones educativas públicas
y privadas. Los establecimientos de alto nivel económico tienen mayores recursos y acceso a
tecnología avanzada, mientras que muchos colegios públicos luchan por brindar una educación
de calidad debido a la falta de financiamiento adecuado (García-Pérez; Montero, 2018).
Esta disparidad en la calidad educativa perpetúa la desigualdad social y limita las
oportunidades para aquellos que provienen de entornos más vulnerables. Una democracia plena
debe garantizar el acceso a una educación de calidad como un derecho universal para todos los
ciudadanos, independientemente de su origen socioeconómico.
Oscar ROJAS, Jorge MALDONADO, Amely, VIVAS, Katihuska, MOTA y Marlenis MARTÍNEZ
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Otro desafío crucial en la educación chilena es la inclusión, a fin de eliminar las barreras
que impiden que los estudiantes con discapacidades o necesidades especiales accedan a una
educación inclusiva y de calidad (Fuentes; Lovera, 2020). La falta de recursos y capacitación
para los docentes, así como la falta de infraestructuras adecuadas, son obstáculos que deben
superarse para asegurar que todos los estudiantes tengan las mismas oportunidades de aprender
y desarrollar sus talentos. La educación inclusiva no solo beneficia a los estudiantes con
discapacidades, sino que también enriquece la experiencia educativa de todos los estudiantes,
promoviendo una cultura de respeto, empatía y comprensión.
En este sentido, la democracia en Chile debe abordar la necesidad de una reforma
curricular y un enfoque pedagógico más acorde con las demandas de la sociedad actual. Es
esencial fomentar una educación orientada al desarrollo de habilidades como el pensamiento
crítico, la resolución de problemas y la creatividad. Asimismo, la incorporación de temas
relevantes y actuales, como educación cívica, derechos humanos y medio ambiente, contribuirá
a formar ciudadanos conscientes y comprometidos con la sociedad (García-Pérez; Montero,
2018). La participación de los docentes, estudiantes y padres en la definición del currículo y en
la toma de decisiones educativas es esencial para asegurar que la educación sea significativa y
relevante para la vida de los estudiantes.
Asimismo, los docentes son actores clave en el sistema educativo y juegan un papel
fundamental en la formación de ciudadanos informados y responsables. Sin embargo, la
valoración y el desarrollo profesional de los docentes en Chile enfrentan desafíos. Es necesario
mejorar las condiciones laborales, proporcionar oportunidades de capacitación continua y
reconocer el impacto significativo que los docentes tienen en la vida de sus estudiantes. Una
mayor inversión en el desarrollo profesional de los docentes ayudará a elevar la calidad de la
enseñanza y, a su vez, beneficiará a toda la sociedad (Olivo, 2017).
Contenidos de los programas curriculares en la educación chilena
A través de un análisis de los contenidos de los programas curriculares se observa que,
en el ciclo de básico a medio se busca que los y las estudiantes conozcan el desarrollo
histórico de los fundamentos sobre los que se sustenta la democracia representativa actual, y
reconozcan que este sistema es la forma de organización política y de convivencia social que
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resguarda de mejor manera los derechos fundamentales de hombres y mujeres, y permite el
respeto a los derechos humanos.
De acuerdo con los contenidos de los programas, se espera que los y las estudiantes
comprendan que la democracia es un sistema político y social en constante elaboración,
susceptible de avances y de retrocesos, tanto a nivel internacional como nacional. En este
sentido, interesa que comprendan que la democracia se construye a diario y que, así como es
perfectible, está expuesta a diversas situaciones que la ponen en riesgo (Ministerio de
Educación de Chile, 2019).
Aunado a lo anterior, se espera entre los estudiantes el dominio de los derechos humanos
y los principios sobre los cuales se sustentan, y que se reconozcan como sujetos de derecho.
Asimismo, que puedan reconocer que Chile se rige por un Estado de derecho que permite velar
por el respeto y resguardo de los derechos humanos. En esta misma línea, se espera que los y
las estudiantes profundicen sus conocimientos sobre las instituciones que conforman nuestra
organización política y social, que conozcan las distintas formas que tienen de participar en
ellas y que aprecien su importancia para el desarrollo de una sociedad democrática (Ministerio
de Educación de Chile, 2019).
Por otra parte, es fundamental el desarrollo de valores y de habilidades cívicas, con el
fin de promover la formación de estudiantes comprometidos con el bien común, con el sistema
democrático y con el respeto de los derechos humanos y la diversidad, capaces de solucionar
pacífica y constructivamente los conflictos mediante el diálogo, la argumentación y el
intercambio de ideas.
Si bien las políticas públicas han logrado aumentar la escolaridad obligatoria y la
cobertura en la educación superior, según señala Talvi (2020), experto en la región, el
crecimiento económico reciente ha encubierto las deficiencias existentes en los sistemas
educativos. Estas deficiencias representan una amenaza significativa para las perspectivas
económicas a largo plazo del continente, así como para la estabilidad social, la lucha contra la
pobreza y la inclusión social.
Por otro lado, al examinar la democracia en la región, se hace evidente que persisten
varios déficits importantes. Entre ellos se encuentran la crisis de representación, la debilidad
institucional, la desigualdad, la corrupción, la fragilidad del Estado de derecho, la alta
inseguridad ciudadana y las amenazas a la libertad de expresión. Estos desafíos destacan la
necesidad continua de mejorar las estructuras democráticas y abordar las numerosas áreas
pendientes para lograr sociedades más justas y equitativas en América Latina.
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Educación cívica en los gobiernos de Chile
La educación cívica es un pilar fundamental en lo que respecta a afianzar un sistema
democrático, debido a que esta formación es primordial para disponer de ciudadanos activos y
participativos y para alcanzar esta meta es necesaria la participación del sistema educativo,
espacio por excelencia de la formación ciudadana (sin que esto signifique minimizar la
responsabilidad de las otras instancias como la interacción familiar). De acuerdo con lo
expuesto por Blancas (2018, p. 26):
Todo proceso educativo que busque el desarrollo integral del individuo
mediante conocimientos, habilidades y destrezas, orientadas a la vida laboral
o a cualquier otro fin debería, contemplar el desarrollo de la dimensión
política en lo que se refiere a la responsabilidad de vivir en sociedad y de
gobernarla.
En Chile, la preocupación y materialización de la educación cívica como una actividad
curricular con objetivos y contenidos propios surgió en la década de 1980. Es así como, bajo
los gobiernos de Pinochet, la educación cívica fue vista como una herramienta para adoctrinar
a los estudiantes con la ideología del régimen. En 1980 y 1981, la dictadura militar cambia el
Plan de Estudios vigente, restableciendo la Educación Cívica como asignatura independiente,
con el nombre de Educación Cívica y Economía en y año Medio, con tres horas semanales.
El propósito era impartir conocimientos sobre la nueva Constitución Política del Estado, el
funcionamiento del sistema político y económico, y los derechos fundamentales. No obstante,
en 1984, desdobla esta asignatura en dos: Educación Cívica en año Medio, y Economía en
4º año Medio, ambas con dos horas semanales (Mercado; Pinochet, 2021).
Sin embargo, después del retorno a la democracia en 1990, el plan de estudios fue
reformado, y la educación cívica se convirtió en un tema centrado en el desarrollo del
pensamiento crítico, los valores democráticos y la ciudadanía activa.
En 1998, por segunda vez en el siglo XX desaparece la Educación Cívica como
asignatura independiente, pero se incorpora el concepto de Formación Ciudadana a lo largo de
todo el Currículo escolar. El nuevo marco curricular para la educación media que comienza a
aplicarse en año Medio en 1999 amplía el concepto de educación cívica, como conocimientos
sobre el Estado y el sistema político, al de formación ciudadana, incluyendo no solo
conocimientos, sino también habilidades de manejo de la información, habilidades de
pensamiento (reflexión crítica, capacidad de formular opiniones) y actitudes concordantes con
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un régimen democrático, tales como, pluralismo, respeto por el otro, y valoración de los
derechos humanos.
Es así como, la educación cívica fue eliminada del currículo debido a diferentes intereses
y prioridades, dejando un vacío en la formación de ciudadanos responsables y activos en el país.
El concepto de formación ciudadana se aplicó a todo el currículum escolar de manera
transversal, comenzando su implementación el año 1999 desde primer año medio, buscando
impartir conocimientos sobre el Estado y el sistema político, también habilidades de manejo de
la información, valoración del pluralismo y de los derechos humanos.
Lagos fue el Presidente de Chile desde el 11 de marzo de 2000 hasta el 11 de marzo de
2006, implantó la Reforma curricular, en la cual se implementaron cambios en el currículo
escolar para incluir contenidos de educación cívica, con el objetivo de que los estudiantes
adquirieran conocimientos sobre la historia política de Chile, los derechos y deberes ciudadanos
y el funcionamiento del sistema político y electoral y promovió el fortalecimiento de la
formación cívica en las escuelas, donde se buscó fortalecer la enseñanza de valores cívicos y
ciudadanos en las instituciones educativas, promoviendo la participación activa de los
estudiantes en temas de interés público.
Durante los gobiernos de Bachelet (desde el 11 de marzo de 2006 hasta el 11 de marzo
de 2010, y luego desde el 11 de marzo de 2014 hasta el 11 de marzo de 2018), en relación con
la educación cívica se impulsaron reformas para mejorar la calidad de la educación y la
inclusión de contenidos cívicos en el currículo escolar. Se buscaba que los estudiantes
adquirieran conocimientos sobre la historia política de Chile, los derechos y deberes ciudadanos
y el funcionamiento del sistema político y electoral.
Desde entonces, diferentes sectores de la sociedad civil han abogado por la
reincorporación de la educación cívica en el currículo escolar. En los últimos años, el gobierno
ha lanzado iniciativas para promover la educación cívica y la educación constitucional,
reconociendo la importancia de educar a los ciudadanos para que sean críticos, participativos y
comprometidos con su país.
Los gobiernos de Piñera (11 de marzo de 2010 hasta el 11 de marzo de 2014 y luego
desde el 11 de marzo de 2018 hasta el 11 de marzo de 2022) hicieron énfasis en la educación
cívica como parte de sus esfuerzos para mejorar la calidad de la educación en Chile. El gobierno
ve la educación cívica como una herramienta importante para promover los valores
democráticos y la cohesión social, y como un medio para desarrollar ciudadanos
comprometidos que estén preparados para participar efectivamente en la vida cívica de Chile.
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Es por lo anterior que, la educación cívica ha tenido diferentes caminos, dependiendo de la
ideología y los intereses del gobierno en funciones. Sin embargo, hoy en día, existe consenso
sobre su papel crucial en la formación de ciudadanos activos y responsables (Fuentes; Lovera,
2020).
Metodología
Esta investigación fue de tipo documental y reflexiva, de acuerdo con Hernández-
Sampieri y Mendoza (2018, p. 129), tipo de estudio basado en la recopilación y análisis de
información disponible en documentos escritos, como libros, artículos, informes, registros
históricos, entre otros. Es decir, el investigador no se limita a recopilar información, sino que
también analiza críticamente los datos obtenidos. Esto implica cuestionar, interpretar y
comparar diferentes fuentes de información con el fin de llegar a conclusiones fundamentadas
y generar nuevas perspectivas sobre el tema en cuestión.
Por ende, la investigación documental-reflexiva combina la recopilación sistemática de
información con un proceso de reflexión crítica, lo que permitió al investigador generar
conocimientos nuevos y profundizar en la comprensión de un tema específico. De allí que, en
la actual investigación se realizó una revisión de los contenidos de los programas curriculares
dilucidando en ellos, si son suficientes para la formación de los ciudadanos para enfrentar los
desafíos de la educación chilena en el contexto de la democracia, realizando un levantamiento
de las asignaturas que enseñan material relacionado con la democracia y conocer si estos son
suficientes para cubrir las demandas de la sociedad actual.
El procedimiento de la investigación consistió en una revisión detallada del Currículo
Nacional chileno y sistematizar en una matriz de análisis el curso, los objetivos de la asignatura
y los contenidos que se entregan en las escuelas y liceos chilenos y que hicieron referencia a la
democracia, una vez obtenida la información fue socializada con un grupo de docentes expertos
para identificar el alcance de los contenidos y ver si cumplen con lo requerido por los niños y
jóvenes del país.
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Resultados
De acuerdo con los hallazgos y comparando la información con la revisión bibliográfica
realizada es posible afirmar que los contenidos son suficientes para que los y las estudiantes
chilenos tengan una buena formación en cuanto a la democracia, dado que los contenidos
poseen un buen hilo conductor desde el primero básico en asignaturas como historia, historia,
Geografía y Ciencias Sociales en su eje formación ciudadana. En 8.º básico se exponen algunos
aspectos de la democracia en la asignatura de lenguaje como Valorar las posibilidades que da
el discurso hablado y escrito para participar de manera proactiva, informada y responsable en
la vida de la sociedad democrática.
Para el caso del 3.º y 4.º medio para la parte de formación general los contenidos son
expuestos en el eje Chile y la Región Latinoamericana y mundo global y en el científico
humanista en el eje comprensión histórica del presente. Además, en esta área científica
humanista también se tiene una asignatura denominada Lengua y Literatura con su eje de
Participación y argumentación en democracia donde se tocan temáticas que buscan que los
alumnos asuman un juicio crítico de los textos que circulan en comunidades digitales, para que
detecten las convenciones culturales, las ideologías y creencias presentes tanto a nivel de
contenido como de uso de múltiples códigos, y también los problemas éticos asociados a
elaborar y difundir la información (Ministerio de Educación de Chile, 2019).
Por otro lado, aplican dichas habilidades cuando investigan; particularmente, cuando
seleccionan información conforme a criterios de calidad, relevancia y veracidad; cuando
entienden y procesan esos antecedentes, y cuando los transforman para incluirlos en otros
textos que comunican las investigaciones, si bien los mencionados contenidos son más de
carácter argumentativo tienen que ver con una actitud de democracia y participación ciudadana
(Ministerio de Educación de Chile, 2019).
En general, presentar la educación cívica como una tarea pendiente, implica que esta
llegue a diversos sectores de la población, que no sea solo una tarea de las escuelas municipales
y en los últimos años de formación. Se requiere aumentar la participación y con ello resguardar
la democracia y para ellos se hace necesario educar en valores cívicos tales como la libertad,
la igualdad, la solidaridad, el respeto activo y el diálogo (Cortina, 2017, p. 45). Estos valores
deben ser transversales en la formación de cada chileno, pues reducir la educación cívica a una
instrucción y entrega de información respecto a al andamiaje estructural del Estado y del
Gobierno determina que se le reste validez a esta arista en la formación de los ciudadanos.
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Finalmente, el resultado de la falta de formación cívica genera un divorcio generacional
con la política, restándole valor a su incidencia; esto en tanto lo que se ha resaltado es el logro
individual en una sociedad de consumo, lo cual ha conducido a relacionar el bienestar con lo
material, coincidiendo con altos niveles de inseguridad y desconfianza hacia el otro
(Mardones, 2018, p. 74). Esto indica que el énfasis en el logro individual en una sociedad de
consumo puede conducir a una percepción del bienestar vinculada exclusivamente a lo
material, lo que a su vez puede alimentar la inseguridad y la desconfianza hacia los demás.
Para abordar estos problemas, es importante fomentar valores de democracia, la solidaridad, la
empatía y la colaboración, así como trabajar para reducir las desigualdades socioeconómicas y
promover una cultura de confianza y cooperación mutua.
Conclusiones
La educación es un pilar esencial para fortalecer la democracia en Chile. Para superar
los desafíos en la educación chilena, es necesario abordar la desigualdad en el acceso y la
calidad educativa, promover una educación inclusiva y adecuar el currículo y el enfoque
pedagógico a las necesidades del siglo XXI.
La construcción de una educación de calidad y equitativa requiere de un compromiso
sólido por parte del Estado, la sociedad y todos los actores involucrados en el sistema educativo.
Solo mediante la colaboración y el esfuerzo conjunto podremos alcanzar una educación que
forme ciudadanos críticos, responsables y comprometidos con la construcción de una
democracia sólida y justa en Chile.
Por ello, la instalación de la democracia en el aula de clase requiere la implementación
de prácticas pedagógicas que fomenten la participación, el diálogo, la resolución de conflictos
y el respeto mutuo entre los estudiantes. Al adoptar un enfoque democrático en su quehacer
diario, el docente puede contribuir significativamente al desarrollo de ciudadanos activos,
críticos y comprometidos con los valores democráticos en la sociedad. La democracia no puede
prosperar sin ciudadanos informados y comprometidos. Por lo tanto, la educación ciudadana es
esencial para impartir conocimientos sobre los principios democráticos, los derechos y
responsabilidades ciudadanas, y el funcionamiento de las instituciones democráticas, de allí que
los entes rectores de la educación son garantes de impulsar acciones pedagógicas conducentes
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a fomentar la participación, integración, identidad y apropiación de los derechos y deberes hacia
la democracia.
En la revisión de los contenidos curriculares, parece haber un esfuerzo por incluir
aspectos relacionados con la democracia en las asignaturas desde los primeros años de
educación básica hasta los niveles superiores. Estos contenidos abarcan diversas áreas como
historia, geografía, ciencias sociales y lenguaje, lo que sugiere una exposición continua a
conceptos democráticos a lo largo de la educación formal.
Entre los desafíos en la Educación Cívica: A pesar de la inclusión de contenidos
relacionados con la democracia, se plantea que la educación cívica sigue siendo una tarea
pendiente en Chile. Se destaca la necesidad de ampliar su alcance para que llegue a todos los
sectores de la población y no se limite solo a ciertas etapas o tipos de escuelas. Además, se
sugiere que la educación cívica no debería limitarse a la instrucción sobre estructuras
gubernamentales, sino que debería incorporar valores como la libertad, la igualdad, la
solidaridad y el diálogo, los cuales son fundamentales para la formación de ciudadanos activos
y comprometidos con la sociedad democrática.
En cuanto al divorcio generacional con la política, la falta de formación cívica
contribuye al distanciamiento de los jóvenes con la política y a la percepción del bienestar
centrada en lo material. Este divorcio generacional con la política puede alimentar la
inseguridad y la desconfianza hacia los demás, lo que resalta la importancia de fomentar valores
democráticos desde una edad temprana para cultivar una cultura de confianza y cooperación
mutua en la sociedad.
La mejora de la democracia en el contexto educativo en Chile y otros países requiere un
enfoque integral que aborde no solo los aspectos educativos, sino también los desafíos sociales,
políticos, económicos y culturales que afectan el desarrollo de una ciudadanía activa y
comprometida con los valores democráticos. Esto implica reformas estructurales en el sistema
educativo que promuevan la inclusión, la equidad y la participación ciudadana en todos los
niveles de la educación.
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Oscar ROJAS, Jorge MALDONADO, Amely, VIVAS, Katihuska, MOTA y Marlenis MARTÍNEZ
Nuances: Estudos sobre Educação, Presidente Prudente, v. 36, n. 00, e025020, 2025. e-ISSN: 2236-0441.
DOI: 10.32930/nuances.v36i00.11347 19
CRediT Author Statement
Reconocimientos: Agradecemos a la Asociación Planalto Central, a la Unión Centro-Oeste
Brasileña y a UNASP por el apoyo brindado a esta investigación.
Financiamiento: Asociación Planalto Central y Unión Centro-Oeste Brasileña.
Conflictos de interés: No existen conflictos de interés.
Aprobación ética: El trabajo fue aprobado por el Comité de Ética de UNASP. Número del
dictamen: 5.265.025, CAAE: 55831922.9.0000.5377.
Disponibilidad de datos y materiales: Los datos y materiales utilizados en el estudio están
disponibles para su acceso.
Contribuciones de los autores: Alzira Luciana: escribió la sección teórica, recopiló y
analizó los datos. Helena Viana: escribió la sección teórica, realizó el análisis estadístico,
editó el artículo y llevó a cabo la corrección final. Alceli Ribeiro: realizó aportes al marco
teórico del artículo y sugirió mejoras en la presentación de los datos. Dayse Neri de Souza:
contribuyó a la sección metodológica y realizó la corrección final del trabajo.
Procesamiento y edición: Editora Ibero-Americana de Educação
Revisión, formateo, normalización y traducción