Nuances: Estudos sobre Educação, Presidente Prudente, v. 36, n. 00, e025015, 2025. e-ISSN: 2236-0441
DOI: 10.32930/nuances.v36i00.11287 1
TRANSFORMAÇÃO DIGITAL: CARACTERÍSTICAS DA IDENTIDADE DO
JOVEM ESTUDANTE NA MODERNA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO
TRANSFORMACIÓN DIGITAL: CARACTERÍSTICAS DE LA IDENTIDAD JUVENIL
ESTUDIANTIL EN LA MODERNA SOCIEDAD DE LA INFORMACIÓN
DIGITAL TRANSFORMATION: FEATURES OF STUDENT YOUTH IDENTITY IN
THE MODERN INFORMATION SOCIETY
Natalia MAMEDOVA
1
e-mail: natalia.mamedova@mymail.academy
Marina IVLEVA
2
e-mail: marina.ivleva@mymail.academy
Sergey VITYAEV
3
e-mail: sergey.vityaev@mymail.academy
Olga BUZSKAYA
4
e-mail: olga.buzskaya@mymail.academy
Alena AKIMOVA
5
e-mail: alena.akimova@mymail.academy
Aleksandr RUBTSOV
6
e-mail: aleksandr.rubtsov@mymail.academy
Como referenciar este artigo:
MAMEDOVA, Natalia; IVLEVA, Marina; VITYAEV, Sergey;
BUZSKAYA, Olga; AKIMOVA, Alena; RUBTSOV, Aleksandr.
Transformação digital: características da identidade do jovem
estudante na moderna sociedade da informação. Nuances: Estudos
sobre Educação, Presidente Prudente, v. 36, n. 00, e025015, 2025.
e-ISSN: 2236-0441. DOI: 10.32930/nuances.v36i00.11287
| Submetido em: 15/05/2025
| Revisões requeridas em: 02/06/2025
| Aprovado em: 14/10/2025
| Publicado em: 16/12/2025
Editora:
Profa. Dra. Rosiane de Fátima Ponce
1
Universidade Russa de Economia Plekhanov, Moscou Rússia. Doutor em Ciências. Professor do Departamento de História e
Filosofia.
2
Universidade Russa de Economia Plekhanov, Moscou Rússia. Doutor em Ciências. Diretor do Departamento de História e Filosofia.
3
Universidade Russa de Economia Plekhanov, Moscou Rússia. Doutor. Professor associado do Departamento de História e Filosofia;
Universidade Estatal de Linguística de Moscou, Moscou Rússia. Departamento de Cultura Mundial.
4
Universidade Russa de Economia Plekhanov, Moscou Rússia. Doutor. Professor associado do Departamento de História e Filosofia.
5
Universidade Russa de Economia Plekhanov, Moscou Rússia. Professor sênior do Departamento de História e Filosofia.
6
Universidade Russa de Economia Plekhanov, Moscou Rússia. Assistente, técnico de laboratório do Departamento de História e
Filosofia.
Transformação digital: características da identidade do jovem estudante na moderna sociedade da informação
Nuances: Estudos sobre Educação, Presidente Prudente, v. 36, n. 00, e025015, 2025. e-ISSN: 2236-0441
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RESUMO: A sociedade da informação caracteriza-se pela criação de um espaço global de
informação onde as pessoas interagem e têm acesso a recursos globais, satisfazendo as suas
necessidades de produtos e serviços de informação. Este conceito aumenta o papel da
informação e do conhecimento na vida humana, fomentando o crescimento das comunicações,
recursos e serviços de informação como parte do PIB de um país. A utilização ativa de
tecnologias digitais nos processos da sociedade da informação afeta os indivíduos, alterando a
sua psique, autocontrolo, autoexpressão, comunicação e atividades. O artigo apresenta os
resultados de um estudo sobre as características da identidade juvenil no contexto da
transformação digital nos processos modernos. São identificados grupos etários e, para cada
grupo, são definidos os principais processos que utilizam ferramentas de software. Os
resultados do estudo podem ser utilizados para desenvolver estratégias educativas e programas
governamentais destinados a apoiar políticas sociais para a juventude, tendo em conta as
tendências de digitalização ativa.
PALAVRAS-CHAVE: Rede social. Aplicação móvel. Identidade digital. Tecnologias digitais.
Digitalização.
RESUMEN: La sociedad de la información se caracteriza por la creación de un espacio
informativo global donde las personas interactúan y acceden a recursos globales, satisfaciendo
así sus necesidades de productos y servicios de información. Este concepto refuerza el papel
de la información y el conocimiento en la vida humana, impulsando el crecimiento de las
comunicaciones, los recursos y los servicios de información como parte del PIB de un país. El
uso activo de las tecnologías digitales en los procesos de la sociedad de la información afecta
a las personas, alterando su psique, autocontrol, autoexpresión, comunicación y actividades.
El artículo presenta los resultados de un estudio sobre las características de la identidad
juvenil en el contexto de la transformación digital en los procesos modernos. Se identifican los
grupos de edad y, para cada grupo, se definen los procesos clave que utilizan herramientas de
software. Los resultados del estudio pueden utilizarse para desarrollar estrategias educativas
y programas gubernamentales destinados a apoyar las políticas sociales para la juventud,
teniendo en cuenta las tendencias de la digitalización activa.
PALABRAS CLAVE: Red social. Aplicación móvil. Identidad digital. Tecnologías digitales.
Digitalización.
ABSTRACT: The information society is characterized by the creation of a global information
space where people interact and gain access to global resources, meeting their needs for
information products and services. This concept increases the role of information and
knowledge in human life, fostering the growth of information communications, resources, and
services as part of a country’s GDP. The active use of digital technologies in the processes of
the information society affects individuals, altering their psyche, self-control, self-expression,
communication, and activities. The article presents the results of a study on the features of
youth identity within the context of digital transformation in modern processes. Age groups are
identified, and for each group, key processes that utilize software tools are defined. The study
results can be used to develop educational strategies and government programs aimed at
supporting youth social policy, taking into account trends in active digitalization.
KEYWORDS: Social network. Mobile application. Digital identity. Digital technologies.
Digitization.
Natalia MAMEDOVA, Marina IVLEVA, Sergey VITYAEV, Olga BUZSKAYA, Alena AKIMOVA e Aleksandr RUBTSOV
Nuances: Estudos sobre Educação, Presidente Prudente, v. 36, n. 00, e025015, 2025. e-ISSN: 2236-0441
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Introdução
A juventude representa o elo central que conecta o passado ao futuro (Albarello;
Crocetti; Rubini, 2021; Barkova et al., 2017). O fortalecimento dessa conexão exige que os
jovens reconheçam seu papel e seu lugar na vida social, adaptando-se e definindo-se em meio
a processos de rápida transformação, impulsionados pelos avanços da ciência e da tecnologia.
O estado atual da ordem global influencia diretamente o sistema de relações entre o indivíduo
e a sociedade, estabelecendo novos vetores para o desenvolvimento social, civilizacional e
cultural (Bakulov et al., 2020; Vyalyova, 2016).
O principal vetor do desenvolvimento social consiste na implementação da identidade
digital (Engeness, 2021; Golubeva, 2020). A identidade constitui um componente essencial dos
valores, representando um sistema dinâmico de autopercepção do indivíduo, formado por meio
da autodeterminação e da definição de seu lugar na sociedade (Gagné et al., 2022). A identidade
abrange a autoconsciência e as esferas valorativo-significativa e regulatória, configurando o
núcleo psicológico da personalidade. Esse núcleo se desenvolve por meio das interações reais,
das comparações consigo mesmo e com os outros e do autoaperfeiçoamento consciente, visando
alcançar uma forma desejada física, mental ou espiritual (Bakulov et al., 2020; Golubeva,
2020). Tais processos são fortemente influenciados pela transformação digital da vida
cotidiana, dos processos de trabalho e das atividades humanas.
Os indivíduos contemporâneos utilizam ativamente dispositivos móveis em seu
cotidiano, valendo-se do acesso à internet para obter diversas fontes de informação, organizar
múltiplas formas de comunicação tanto entre indivíduos quanto entre indivíduos e órgãos
governamentais e acessar sistemas digitais que oferecem ferramentas funcionais para a
resolução de diferentes tarefas, profissionais e pessoais.
Nesse contexto, forma-se o espaço digital do indivíduo, o que tende a reduzir seu
interesse pela participação em processos do mundo real. Como resultado, ocorre a formação de
um autoconceito distorcido, decorrente da transferência de elementos da identidade real para o
domínio virtual (Setsko; Tantsura, 2021). No mundo virtual, os indivíduos buscam
compensações simbólicas para a incapacidade de alcançar a autorrealização ou de expressar sua
individualidade na vida cotidiana.
Pesquisadores distinguem entre identidade virtual e identidade digital, ambas formadas
no espaço informacional (Golubeva, 2020; Mamedova, 2021; Setsko; Tantsura, 2021). Quando
o indivíduo, no ambiente informacional, reconhece sua pertença a determinada comunidade
como parte da identidade sociocultural , isso é compreendido como identidade virtual. A
Transformação digital: características da identidade do jovem estudante na moderna sociedade da informação
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identidade digital, por sua vez, possibilita a criação de um equivalente on-line, isto é, uma
projeção digital que inclui o conjunto de dados individuais.
A internet configura-se como um espaço no qual valores humanos tradicionais são
desvalorizados, modelos de comportamento amplamente aceitos são transformados ou
destruídos, e a identidade tradicional é fragilizada. Esse cenário exige a transformação da
personalidade real para a manutenção da estabilidade na realidade digital, uma vez que os
modelos comportamentais nesse espaço se modificam com elevada rapidez (Setsko; Tantsura,
2021).
A produção acadêmica contemporânea enfatiza que a identidade não é estática, mas
construída por meio de negociações contínuas entre contextos pessoais, sociais e tecnológicos.
Nos ecossistemas digitais, a identidade torna-se cada vez mais performativa e moldada pela
mediação algorítmica, na qual os jovens constroem sua autopercepção em um ambiente
estruturado por conteúdos curados, sistemas de recomendação e métricas de feedback (Tan et
al., 2025). Nesse cenário, a identidade digital não é apenas um reflexo do eu, mas um constructo
influenciado por padrões de visibilidade, validação entre pares e pela lógica das plataformas
(Reyes-Millán et al., 2023). Embora esses recursos ampliem as oportunidades de
experimentação e expressão, eles também podem introduzir fragilidades psicológicas, estresse
decorrente de comparações e instabilidade no desenvolvimento identitário.
A identidade virtual, distinta da identidade digital, oferece aos jovens um espaço para
simular papéis, aparências ou pertencimentos alternativos. Contudo, essa flexibilidade simulada
pode ocorrer em detrimento da coerência, gerando dissonâncias entre as projeções on-line e as
experiências off-line. Para estudantes, em especial, a interação entre papéis educacionais e a
autorrepresentação social torna-se progressivamente mais complexa (Saraiva; Nogueiro, 2025).
À medida que os ambientes de aprendizagem migram para espaços digitais, a identidade
acadêmica e a identidade social frequentemente se intersectam ou mesmo entram em conflito
em plataformas que não foram concebidas para sustentar processos reflexivos ou seguros de
construção do eu. Esse cenário coloca questões centrais para os sistemas educacionais: de que
modo escolas, universidades e instituições não formais podem apoiar o desenvolvimento
identitário estável em uma cultura digital marcada pela fragmentação e pela vigilância?
Diante disso, o objetivo deste estudo é analisar como os ambientes digitais influenciam
o desenvolvimento e a reconfiguração da identidade juvenil, com atenção especial à velocidade
e aos fatores desencadeadores das mudanças identitárias. A “velocidade de transformação”
refere-se à intensidade e à frequência das alterações na autopercepção e no posicionamento
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social dos jovens à medida que interagem com plataformas digitais. Isso inclui a análise de
marcadores emocionais, cognitivos e comportamentais em diferentes ecossistemas digitais,
como plataformas educacionais, redes sociais e aplicativos móveis.
Métodos
O objeto do estudo compreendeu produtos de software cuja funcionalidade envolve a
coleta de dados dos usuários e o fornecimento de acesso a recursos com base nesses dados,
como informações pessoais, atividades e hobbies. Esses produtos incluíram redes sociais,
aplicativos de mensagens, agregadores de serviços, plataformas de cinema on-line, portais de
serviços governamentais e serviços educacionais disponíveis na Rússia.
Foi dada atenção especial às plataformas educacionais e aos sistemas de aprendizagem
vinculados ao governo, uma vez que esses ambientes desempenham papel direto na formação
da identidade juvenil por meio da interação digital, da avaliação e da participação.
O sujeito do estudo concentra-se nas condições em que os processos emergem e se
transformam durante a interação de diferentes grupos etários com tais produtos de software.
Essas condições abrangem não apenas a acessibilidade técnica e a funcionalidade das
plataformas, mas também dimensões socioculturais e pedagógicas, como o grau de agência
exercido pelos jovens em ambientes digitais de aprendizagem e a forma como os mecanismos
de feedback influenciam a autopercepção.
Para definir a composição dos grupos etários, utilizou-se o método de estratificação
social, baseado no agrupamento de jovens segundo características comuns. Neste estudo,
consideraram-se a idade, o tipo principal de atividade e as características do desenvolvimento
psicológico associadas à faixa etária. Os principais tipos de atividades selecionados foram:
Educação: incluindo oportunidades de formação continuada e requalificação, bem
como o uso de ferramentas educacionais digitais formais, como portais escolares e
universitários, aplicativos móveis de aprendizagem e plataformas estatais de certificação;
Atividades domésticas: relacionadas à organização e execução de tarefas do
cotidiano, como visitas a estabelecimentos comerciais, empresas de serviços e instituições
governamentais;
Processos sociais: referentes às interações com outras pessoas ou grupos unidos por
determinado atributo, como interesses, hobbies ou atividades profissionais.
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O método de levantamento foi empregado para identificar processos característicos de
diferentes grupos etários e seus padrões de uso das tecnologias digitais. A pesquisa foi realizada
por meio de ferramentas de software que possibilitaram a coleta remota das respostas,
permitindo que os participantes respondessem sem restrição de tempo. As questões abordaram:
Quais ferramentas de software são utilizadas;
Em quais situações da vida esses recursos são empregados;
Quais informações pessoais são compartilhadas no ambiente digital e por quais
razões.
Adicionalmente, o questionário incluiu perguntas sobre a percepção do impacto das
tecnologias educacionais no desenvolvimento pessoal, na motivação e na autoapresentação em
contextos digitais. Essas questões possibilitaram a identificação de mudanças identitárias
ocorridas no interior de ecossistemas digitais institucionais.
Os dados coletados foram processados com o objetivo de aprofundar o estudo das
especificidades desses produtos de software e da literatura científica relacionada à
transformação comportamental dos jovens no uso de diferentes ferramentas digitais. Na análise
das respostas, buscou-se relacionar os comportamentos digitais individuais a implicações
éticas, culturais e educacionais mais amplas, especialmente no que se refere à influência das
plataformas digitais na formação da identidade juvenil e na autonomia. Para essa análise, foram
empregados o método axiomático, o método da apercepção e a análise por aspectos.
Resultados
O processo de identificação dos fatores que influenciam a velocidade de transformação
nos processos identitários da juventude consiste em várias etapas, cujo conteúdo foi
determinado pela natureza das tarefas realizadas.
Na primeira etapa, foram definidos os limites etários para a identificação dos indivíduos
classificados como jovens. Não existe uma abordagem universal para essa definição em nível
global. Por exemplo, a ONU classifica como jovens os indivíduos com idade entre 15 e 24 anos,
reconhecendo que outros recortes etários podem ser adotados pelos Estados-membros
(Drapushko; Drapushko, 2022). Esses limites variam não apenas entre países, mas também
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conforme a instituição responsável pela classificação dos grupos sociais e os objetivos da
pesquisa. A Organização Mundial da Saúde, por exemplo, define a juventude como a faixa
etária entre 25 e 44 anos (Kochkina et al., 2018).
A análise de publicações de órgãos responsáveis por estatísticas nacionais indicou que
os limites etários inferiores geralmente situam-se entre 14 e 16 anos, enquanto os limites
superiores variam de 24 a 35 anos. Na Rússia, a idade da juventude é definida legalmente pela
Lei Federal “Sobre a Política de Juventude na Federação Russa”, que estabelece a juventude
como um grupo sociodemográfico composto por indivíduos de 14 a 35 anos, inclusive.
Na segunda etapa, foram identificadas as principais características das atividades
juvenis. Para alcançar o objetivo da pesquisa, a faixa etária definida em lei foi dividida em
grupos, de acordo com as atividades predominantes típicas de cada categoria etária. Foram
definidos os seguintes grupos:
1. Primeiro grupo (1417 anos): caracterizado por processos relacionados à educação
e às necessidades afiliativas
2. Segundo grupo (1821 anos)
3. Terceiro grupo (2230 anos)
4. Quarto grupo (3135 anos)
Para os jovens da primeira faixa etária, a educação e as necessidades afiliativas
constituem as atividades predominantes. Na Rússia, as crianças iniciam a escolarização em
idades variadas (mais comumente entre 6,5 e 8 anos), de modo que o ponto de partida para a
identificação de processos relacionados à idade é, em geral, aos 7 anos. Entre 14 e 15 anos, os
adolescentes concluem a educação geral básica, de caráter obrigatório. Aos 1617 anos,
normalmente finalizam o ensino médio, seja em escolas regulares, seja em instituições de
ensino profissionalizante.
A análise do conteúdo educacional revelou que as tecnologias digitais são amplamente
utilizadas no desenvolvimento de conhecimentos, habilidades, competências profissionais e
competências culturais gerais, características dos programas de ensino técnico e profissional
(Vaganova et al., 2020). Plataformas educacionais digitais unificadas o criadas em nível
regional, oferecendo ambientes com materiais didáticos, simuladores e ferramentas de
monitoramento das atividades. Um exemplo é a plataforma “Escola Eletrônica de Moscou”,
que integra professores, pais e estudantes em um único espaço digital. O sistema gera um perfil
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digital do estudante, que inclui dados pessoais para identificação, bem como informações sobre
desempenho acadêmico, materiais acessados, entre outros. Os materiais de referência podem
ser utilizados durante as aulas em quadros interativos ou em dispositivos móveis pessoais, além
de serem empregados no ensino remoto.
O limite inferior da primeira faixa etária caracteriza-se pelo desenvolvimento de
processos mentais cognitivos, que asseguram a formação de uma personalidade consistente e
diferenciada. Um aspecto central para os adolescentes nessa idade é o sentimento de
pertencimento a um grupo de pares, frequentemente baseado em interesses ou hobbies comuns
(Magomaeva, 2020). As redes sociais e os aplicativos de mensagens constituem os principais
meios que viabilizam esses processos. Essas ferramentas não apenas cumprem uma função
comunicativa, mas também permitem que os adolescentes expressem seus pontos de vista e
emoções, além de contribuírem para o fortalecimento da autoestima.
Para esse grupo etário, é característica a orientação para a “vida adulta”, e o uso das
redes sociais possibilita a experimentação do próprio “eu”, por meio da adoção de papéis sociais
distintos daqueles vivenciados na vida real, da criação de uma imagem idealizada de si e da
construção da vida pessoal com base em imagens produzidas por outros participantes das redes
sociais (Veselova, 2014).
Além disso, os adolescentes participam ativamente de processos domésticos nos quais
produtos digitais são amplamente utilizados. O acesso a conteúdos fora das redes sociais, em
geral, requer a criação de uma conta que contenha informações sobre o adolescente e seus
interesses, como ocorre em plataformas de streaming ou cinemas on-line. Essas funcionalidades
podem envolver mecanismos de controle parental para restrição de conteúdos ou o uso de dados
falsificados para a obtenção de acesso irrestrito. Tais ferramentas digitais costumam coletar
dados de atividade do usuário de forma automática, a fim de criar um perfil digital
correspondente. Esse perfil subsidia algoritmos de recomendação, personalização de conteúdo,
estratégias de marketing e outras ações voltadas ao aumento da eficiência e, consequentemente,
da rentabilidade das empresas que oferecem acesso a esses ambientes. As empresas também
desenvolvem ofertas específicas para integrar adolescentes aos seus sistemas, como planos
familiares de telefonia móvel, serviços de internet ou contas bancárias. A legislação define os
mecanismos legais para essas práticas, como a exigência de consentimento dos responsáveis
legais para a abertura de contas bancárias.
Os processos envolvendo sistemas e tecnologias digitais no segundo grupo etário
também estão associados ao desenvolvimento físico e psicológico dos jovens e às mudanças
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em seus papéis sociais. Para a maioria dos indivíduos, esse período marca o início de uma fase
mais independente da vida, incluindo a possibilidade de constituição de família. Assim, os
processos domésticos passam a estar orientados para a garantia do funcionamento cotidiano e
a criação de condições de vida confortáveis e saudáveis.
Para interagir com órgãos governamentais e acessar serviços públicos, os jovens
necessitam de uma conta digital que concentre todas as informações pessoais necessárias, como
dados do passaporte, endereço de residência e vínculo empregatício. Essa conta permite o
acesso a informações, a solicitação de documentos e certidões junto a órgãos fiscais, instituições
de saúde e outros serviços públicos, bem como o pagamento de contas de serviços, sem a
necessidade de atendimento presencial.
Entre 18 e 21 anos, os indivíduos podem ingressar no ensino superior ou em programas
de formação profissional. O conteúdo da formação depende do curso escolhido, mas sua
implementação envolve, invariavelmente, o uso de tecnologias digitais. Essas tecnologias
viabilizam a comunicação entre docentes e estudantes, a apresentação visual de conteúdos e a
simulação de processos voltados ao desenvolvimento de competências profissionais
específicas.
Existe ainda a possibilidade de inserção no mercado de trabalho, de forma exclusiva ou
concomitante aos estudos. Nesses casos, as tecnologias digitais são empregadas tanto na
execução quanto na organização das atividades laborais. Serviços de entrega, por exemplo,
utilizam softwares específicos para estabelecer canais de comunicação entre entregadores,
clientes e estabelecimentos comerciais.
Para esse grupo etário, as redes sociais e os aplicativos de mensagens continuam
amplamente utilizados, embora suas funções se modifiquem em relação à adolescência,
conforme o status social, os interesses e as atividades desempenhadas pelo indivíduo. Surge
também uma função relacionada ao trabalho: essas aplicações passam a ser utilizadas para a
comunicação profissional com colegas, tanto em assuntos laborais quanto não laborais. Além
disso, podem ser empregadas em processos educacionais para fins organizacionais ou para
interações pessoais entre os participantes.
Nos demais grupos etários, o uso de produtos digitais mantém-se de forma semelhante,
uma vez que esses processos tendem a se perpetuar. Ressalta-se que tais processos podem ser
permanentes ou temporários e sofrer transformações ao longo do tempo. Por exemplo,
processos educacionais podem evoluir para programas de desenvolvimento profissional ou de
requalificação, embora o uso conceitual das ferramentas digitais permaneça inalterado.
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Ademais, os indivíduos podem dar continuidade à formação, utilizando recursos digitais em
programas de pós-graduação ou de aperfeiçoamento profissional.
Cabe destacar que, após a conclusão de programas educacionais ou a atuação em
determinadas organizações, os jovens passam a ter a possibilidade de criar perfis digitais em
plataformas profissionais. Esses perfis permitem a comunicação remota com colegas da área, o
compartilhamento de experiências, a busca por oportunidades de trabalho ou a oferta de
serviços especializados.
Discussão
A análise dos resultados evidencia que a vida do jovem contemporâneo se encontra
estreitamente vinculada ao uso constante de tecnologias digitais, seja para a organização e o
suporte de processos, seja para a simplificação da execução de funções relacionadas à educação,
ao trabalho, às atividades domésticas e à interação social. Em alguns casos, o indivíduo não
pode optar por não utilizar serviços digitais, uma vez que os serviços governamentais se
baseiam no processamento digital de dados. Por exemplo, um perfil digital é criado
automaticamente no setor público como a atribuição de um número individual de seguro ao
nascimento , e salários ou outros pagamentos são processados por meio de contas bancárias.
Embora seja possível optar por não utilizar aplicativos de mensagens, redes sociais, recursos
on-line, plataformas de comércio eletrônico e outras ferramentas de software, essa escolha pode
gerar dificuldades em determinados momentos da vida, como a impossibilidade de
deslocamento físico até um estabelecimento comercial em situações de doença.
Independentemente da idade, cada indivíduo define, de forma autônoma, os limites de uso das
ferramentas digitais e o nível de inconveniência que está disposto a tolerar.
Do ponto de vista educacional, a transformação digital da identidade intersecta-se
diretamente com a forma como os jovens vivenciam a escolarização, a aprendizagem e a
construção do valor acadêmico de si. As plataformas on-line utilizadas na educação como
salas de aula virtuais, sistemas de avaliação e ambientes de aprendizagem adaptativos
passam a funcionar como espelhos da autopercepção digital. Quando os estudantes recebem
feedback exclusivamente por meio de sistemas digitais de pontuação ou de correção
automatizada, a compreensão de sucesso e de pertencimento torna-se dependente da lógica da
plataforma (Sudarnoto et al., 2025). Torna-se, portanto, essencial que as estratégias de educação
digital incorporem elementos de letramento emocional, negociação identitária e uso reflexivo
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da tecnologia, com vistas a promover não apenas o desempenho acadêmico, mas também a
estabilidade psicológica.
Conforme apontam os pesquisadores, o uso intensivo de ferramentas digitais foi
viabilizado pelos avanços tecnológicos, que permitem a transmissão instantânea de informações
a longas distâncias, o armazenamento e o processamento de grandes volumes de dados
heterogêneos e o surgimento de smartphones compactos, multifuncionais e amplamente
acessíveis (Adamides; Karacapilidis, 2020; Mamedova et al., 2022). A ampla disseminação de
produtos de software, especialmente aplicativos móveis, está associada à sua praticidade,
acessibilidade e diversidade de funcionalidades oferecidas a diferentes perfis de usuários. De
acordo com estudos, esse fenômeno está diretamente relacionado ao desenvolvimento de
sistemas operacionais que disponibilizam ferramentas robustas para a criação e a
implementação de aplicativos móveis. A acessibilidade massiva desses aplicativos foi
possibilitada pela internet de alta velocidade e pelos avanços nas tecnologias sem fio a
evolução das redes 3G, 4G e 5G garantiu acesso rápido à internet em dispositivos móveis,
viabilizando o uso de serviços em nuvem e a transmissão de vídeos em streaming (Olukunle et
al., 2023).
Para atrair usuários, os desenvolvedores adotam diversas estratégias, incluindo o design
de interfaces intuitivas e amigáveis e a implementação de funcionalidades adaptativas,
enquanto os profissionais de marketing concentram-se na criação e na execução de campanhas
de marketing ou de estratégias de relações públicas.
Os achados deste estudo estão alinhados às avaliações apresentadas no relatório anual
sobre as transformações do mercado digital. Segundo esse relatório, 90,4% dos residentes do
país utilizam ativamente as funcionalidades da internet (73,5% são usuários de redes sociais),
permanecendo, em média, 8 horas e 21 minutos por dia on-line, sendo 3 horas e 56 minutos
dedicadas ao uso da internet em dispositivos móveis (Kemp, 2024).
Considerações finais
Este estudo contribui para uma compreensão mais aprofundada de como os ecossistemas
digitais moldam a identidade juvenil, especialmente ao identificar comportamentos
estratificados segundo faixas etárias e tipos de plataformas. Os principais resultados indicam
que as atividades educacionais, sociais e domésticas passaram a ocorrer em esferas digitais
interligadas, influenciando não apenas hábitos funcionais, mas também a autocompreensão
Transformação digital: características da identidade do jovem estudante na moderna sociedade da informação
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emocional, cognitiva e social. O estudo também evidencia que os perfis digitais criados em
sistemas educacionais e estatais contribuem para novas formas de constituição da identidade
institucional.
Os resultados obtidos apresentam relevância teórica. O estudo das dinâmicas identitárias
permite identificar os mecanismos de formação da identidade e os fatores que influenciam suas
transformações sob o impacto das tecnologias digitais, como plataformas digitais, redes sociais
e comunidades on-line, que afetam a autoidentidade e a autopercepção dos jovens. Esses
achados podem contribuir para o desenvolvimento da teoria da identidade social no campo da
Sociologia, ao evidenciar as especificidades dos processos de socialização, do pertencimento
grupal e das interações sociais no espaço virtual. Isso possibilita a análise das particularidades
das relações interpessoais e de outros vínculos estabelecidos por meio de ferramentas digitais.
Os resultados também podem subsidiar a formulação de estratégias educacionais que
considerem as percepções e os comportamentos específicos da juventude, bem como modelos
analíticos voltados à compreensão da influência da globalização e das tecnologias digitais sobre
a cultura e a sociedade, além de políticas públicas de caráter social.
A relevância prática dos achados reside em seu potencial de aplicação na criação de
instrumentos eficazes de apoio à saúde psicoemocional e de garantia de segurança no ambiente
digital.
Toda tecnologia da informação suscita questões éticas relevantes, sendo centrais os
problemas relacionados ao uso dos dados dos usuários e aos impactos desse uso sobre o
comportamento e a saúde. Tais preocupações exigem que provedores e usuários reflitam sobre
os limites da aceitabilidade e definam parâmetros do que é considerado adequado. A etapa atual
de desenvolvimento das tecnologias digitais caracteriza-se pelo uso ativo da inteligência
artificial (IA), não apenas para a execução de tarefas industriais ou profissionais, mas também
para a análise do comportamento e da atividade dos usuários. Esse cenário demanda uma
compreensão aprofundada das características do desenvolvimento da civilização futura e do
lugar da humanidade nesse processo.
Como consequência, emergem questões epistemológicas, antropológicas e ontológicas
relacionadas à construção de abordagens humanísticas para o desenvolvimento de produtos de
software com capacidades de IA. Essas abordagens devem orientar-se por estratégias centradas
no ser humano e sensíveis ao risco, voltadas ao fortalecimento do potencial individual, das
capacidades cognitivas e à preservação da civilização e da cultura humanas.
Natalia MAMEDOVA, Marina IVLEVA, Sergey VITYAEV, Olga BUZSKAYA, Alena AKIMOVA e Aleksandr RUBTSOV
Nuances: Estudos sobre Educação, Presidente Prudente, v. 36, n. 00, e025015, 2025. e-ISSN: 2236-0441
DOI: 10.32930/nuances.v36i00.11287 13
O principal obstáculo à implementação de tais abordagens reside na criação de um
espaço informacional no qual, por meio do uso de ferramentas de software, a realidade
vivenciada pelo usuário se torna condicional, porém convincente. Nesses contextos, a
autenticidade da personalidade pode ser reduzida, transformando-se em identidade virtual e
gerando conflitos no processo de busca identitária. Esse problema mostra-se particularmente
agudo entre os jovens, cujas personalidades estão em intensa formação e submetidas a
limitações próprias dessa fase da vida.
A abundância de produtos de software e de oportunidades disponíveis aos usuários cria
um ambiente no qual diferentes formas de comportamento, normas e valores se entrelaçam de
maneira contínua. Para atuar de forma eficaz no ambiente digital, torna-se indispensável que os
usuários desenvolvam capacidades de análise crítica, autoavaliação, tolerância,
responsabilidade, autorresponsabilização e antecipação de consequências.
Transformação digital: características da identidade do jovem estudante na moderna sociedade da informação
Nuances: Estudos sobre Educação, Presidente Prudente, v. 36, n. 00, e025015, 2025. e-ISSN: 2236-0441
DOI: 10.32930/nuances.v36i00.11287 14
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Transformação digital: características da identidade do jovem estudante na moderna sociedade da informação
Nuances: Estudos sobre Educação, Presidente Prudente, v. 36, n. 00, e025015, 2025. e-ISSN: 2236-0441
DOI: 10.32930/nuances.v36i00.11287 16
CRediT Author Statement
Reconhecimentos: As autoras e os autores expressam sua sincera gratidão à equipe
editorial e aos pareceristas anônimos da revista Nuances: Estudos sobre Educação pelas
valiosas contribuições e sugestões construtivas, que auxiliaram no aprimoramento da
qualidade e da clareza deste artigo.
Financiamento: O estudo foi realizado com apoio financeiro do Ministério da Ciência e do
Ensino Superior da Rússia (Projeto de Pesquisa FSSW-2023-0053, Acordo 075-03-
2023-040/13).
Conflitos de interesse: As autoras e os autores declaram não haver conflitos de interesse.
Aprovação ética: O estudo foi conduzido com base no uso de plataformas digitais de acesso
público e em dados de questionários anônimos. Todos os participantes participaram de
forma voluntária, com consentimento informado obtido quando aplicável.
Disponibilidade de dados e material: Todos os dados que sustentam os resultados deste
estudo estão disponíveis mediante solicitação razoável à autora correspondente.
Contribuições dos autores: Todos os autores contribuíram de forma equivalente para a
concepção, a metodologia, a redação e a revisão do artigo. Natalia Mamedova foi
responsável pela elaboração do referencial teórico; Marina Ivleva e Sergey Vityaev
realizaram a análise dos dados; Olga Buzskaya e Alena Akimova contribuíram para o
desenho do questionário e a interpretação dos resultados; Aleksandr Rubtsov realizou a
revisão final e a preparação do manuscrito para publicação.
Processamento e editoração: Editora Ibero-Americana de Educação
Revisão, formatação, normalização e tradução
Nuances: Estudos sobre Educação, Presidente Prudente, v. 36, n. 00, e025015, 2025. e-ISSN: 2236-0441
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DIGITAL TRANSFORMATION: FEATURES OF STUDENT YOUTH IDENTITY IN
THE MODERN INFORMATION SOCIETY
TRANSFORMAÇÃO DIGITAL: CARACTERÍSTICAS DA IDENTIDADE DO JOVEM
ESTUDANTE NA MODERNA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO
TRANSFORMACIÓN DIGITAL: CARACTERÍSTICAS DE LA IDENTIDAD JUVENIL
ESTUDIANTIL EN LA MODERNA SOCIEDAD DE LA INFORMACIÓN
Natalia MAMEDOVA
1
e-mail: natalia.mamedova@mymail.academy
Marina IVLEVA
2
e-mail: marina.ivleva@mymail.academy
Sergey VITYAEV
3
e-mail: sergey.vityaev@mymail.academy
Olga BUZSKAYA
4
e-mail: olga.buzskaya@mymail.academy
Alena AKIMOVA
5
e-mail: alena.akimova@mymail.academy
Aleksandr RUBTSOV
6
e-mail: aleksandr.rubtsov@mymail.academy
How to reference this paper:
MAMEDOVA, Natalia; IVLEVA, Marina; VITYAEV, Sergey;
BUZSKAYA, Olga; AKIMOVA, Alena; RUBTSOV, Aleksandr.
Digital transformation: Features of youth identity in the modern
information society. Nuances: Estudos sobre Educação,
Presidente Prudente, v. 36, n. 00, e025015, 2025. e-ISSN: 2236-
0441. DOI: 10.32930/nuances.v36i00.11287
| Submitted: 15/05/2025
| Revisions required: 02/06/2025
| Approved: 14/10/2025
| Published: 16/12/2025
Editor:
Prof. Dr. Rosiane de Fátima Ponce
1
Plekhanov Russian University of Economics, Moscow Russia. Doctor of Sciences, Professor at the Department of History and
Philosophy.
2
Plekhanov Russian University of Economics, Moscow Russia. Doctor of Sciences, Dean at the Department of History and
Philosophy.
3
Plekhanov Russian University of Economics, Moscow Russia. Ph.D., Associate professor at the Department of History and
Philosophy; Moscow State Linguistic University, Moscow Russia. Department of World Culture.
4
Plekhanov Russian University of Economics, Moscow Russia. Ph.D., Associate professor at the Department of History and
Philosophy.
5
Plekhanov Russian University of Economics, Moscow Russia. Senior Lecturer at the Department of History and Philosophy.
6
Plekhanov Russian University of Economics, Moscow Russia. Assistant, laboratory technician at the Department of History and
Philosophy.
Digital transformation: Features of youth identity in the modern information society
Nuances: Estudos sobre Educação, Presidente Prudente, v. 36, n. 00, e025015, 2025. e-ISSN: 2236-0441
DOI: 10.32930/nuances.v36i00.11287 2
ABSTRACT: The information society is characterized by the creation of a global information
space where people interact and gain access to global resources, meeting their needs for
information products and services. This concept increases the role of information and
knowledge in human life, fostering the growth of information communications, resources, and
services as part of a countrys GDP. The active use of digital technologies in the processes of
the information society affects individuals, altering their psyche, self-control, self-expression,
communication, and activities. The article presents the results of a study on the features of youth
identity within the context of digital transformation in modern processes. Age groups are
identified, and for each group, key processes that utilize software tools are defined. The study
results can be used to develop educational strategies and government programs aimed at
supporting youth social policy, taking into account trends in active digitalization.
KEYWORDS: Social network. Mobile application. Digital identity. Digital technologies.
Digitization.
RESUMO: A sociedade da informação caracteriza-se pela criação de um espaço global de
informação onde as pessoas interagem e têm acesso a recursos globais, satisfazendo as suas
necessidades de produtos e serviços de informação. Este conceito aumenta o papel da
informação e do conhecimento na vida humana, fomentando o crescimento das comunicações,
recursos e serviços de informação como parte do PIB de um país. A utilização ativa de
tecnologias digitais nos processos da sociedade da informação afeta os indivíduos, alterando
a sua psique, autocontrolo, autoexpressão, comunicação e atividades. O artigo apresenta os
resultados de um estudo sobre as características da identidade juvenil no contexto da
transformação digital nos processos modernos. São identificados grupos etários e, para cada
grupo, são definidos os principais processos que utilizam ferramentas de software. Os
resultados do estudo podem ser utilizados para desenvolver estratégias educativas e programas
governamentais destinados a apoiar políticas sociais para a juventude, tendo em conta as
tendências de digitalização ativa.
PALAVRAS-CHAVE: Rede social. Aplicação móvel. Identidade digital. Tecnologias digitais.
Digitalização.
RESUMEN: La sociedad de la información se caracteriza por la creación de un espacio
informativo global donde las personas interactúan y acceden a recursos globales, satisfaciendo
así sus necesidades de productos y servicios de información. Este concepto refuerza el papel
de la información y el conocimiento en la vida humana, impulsando el crecimiento de las
comunicaciones, los recursos y los servicios de información como parte del PIB de un país. El
uso activo de las tecnologías digitales en los procesos de la sociedad de la información afecta
a las personas, alterando su psique, autocontrol, autoexpresión, comunicación y actividades.
El artículo presenta los resultados de un estudio sobre las características de la identidad
juvenil en el contexto de la transformación digital en los procesos modernos. Se identifican los
grupos de edad y, para cada grupo, se definen los procesos clave que utilizan herramientas de
software. Los resultados del estudio pueden utilizarse para desarrollar estrategias educativas
y programas gubernamentales destinados a apoyar las políticas sociales para la juventud,
teniendo en cuenta las tendencias de la digitalización activa.
PALABRAS CLAVE: Red social. Aplicación móvil. Identidad digital. Tecnologías digitales.
Digitalización.
Natalia MAMEDOVA, Marina IVLEVA, Sergey VITYAEV, Olga BUZSKAYA, Alena AKIMOVA and Aleksandr RUBTSOV
Nuances: Estudos sobre Educação, Presidente Prudente, v. 36, n. 00, e025015, 2025. e-ISSN: 2236-0441
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Introduction
Youth represents the key link connecting the past and the future (Albarello; Crocetti;
Rubini, 2021; Barkova et al., 2017). Strengthening this connection requires young people to
realize their role and place in social life, adapting and defining themselves within rapidly
transforming processes driven by advancements in science and technology. The modern state
of the global order directly influences the system of relationships between the individual and
society, setting new vectors for societal, civilizational, and cultural development (Bakulov et
al., 2020; Vyalyova, 2016).
The primary vector of societal development is the implementation of its digital identity
(Engeness, 2021; Golubeva, 2020). Identity is an essential component of values, representing a
dynamic system of an individuals self-perception formed through self-determination and the
definition of their place in society (Gagné et al., 2022). Identity encompasses self-awareness
and value-meaningful and regulatory spheres, forming the psychological core of personality.
This core develops through real-life interactions, self-comparisons with others, and deliberate
self-improvement to achieve a desired form (physical, mental, spiritual) (Bakulov et al., 2020;
Golubeva, 2020). These processes are strongly influenced by the digital transformation of daily
life, work processes, and human activities.
Modern individuals actively use mobile devices in their daily lives, leveraging internet
access to obtain diverse information sources, organize various forms of communication
(between individuals and between individuals and governmental bodies), and access digital
systems that offer functional tools for solving various tasks (both professional and personal).
Thus, a persons digital space emerges, reducing their interest in participating in real-
world processes. The result is the formation of a distorted self-concept due to the transfer of
real-world identity elements into the virtual realm (Setsko; Tantsura, 2021). In the virtual world,
individuals seek virtual compensations for their inability to achieve self-realization or express
their individuality in everyday life.
Researchers differentiate between virtual and digital identities formed in the information
space (Golubeva, 2020; Mamedova, 2021; Setsko; Tantsura, 2021). When a person in the
informational environment recognizes their belonging to a particular community (part of the
sociocultural identity), it is perceived as virtual identity. Digital identity, on the other hand,
allows for the creation of an online counterpart (a digital projection) that includes all individual
data.
Digital transformation: Features of youth identity in the modern information society
Nuances: Estudos sobre Educação, Presidente Prudente, v. 36, n. 00, e025015, 2025. e-ISSN: 2236-0441
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The Internet serves as a space where traditional human values are devalued, widely
accepted behavioral models are transformed or destroyed, and traditional identity is
undermined. This necessitates the transformation of the real personality to maintain stability in
the digital reality, as behavioral models in this space change rapidly (Setsko; Tantsura, 2021).
Contemporary scholarship emphasizes that identity is not static but formed through
continual negotiation between personal, social, and technological contexts. Within digital
ecosystems, identity becomes increasingly performative and shaped by algorithmic
mediationwhere youth navigate self-perception in a landscape structured by curated content,
recommendation systems, and feedback metrics (Tan et al., 2025). In this environment, digital
identity is not merely a reflection of self but a construct influenced by patterns of visibility, peer
validation, and platform logic (Reyes-Millán et al., 2023). While these affordances may expand
opportunities for experimentation and expression, they can simultaneously introduce
psychological fragility, comparison-based stress, and instability in identity development.
Virtual identity, as distinct from digital identity, provides space for young people to
simulate alternative roles, appearances, or affiliations. However, this simulated flexibility may
come at the cost of coherence, creating dissonance between online projections and offline
experiences. For students especially, the interplay between educational roles and social self-
representation becomes increasingly complex (Saraiva; Nogueiro, 2025). As learning
environments shift into digital spaces, academic identity and social identity often intersector
even conflictwithin platforms that were not designed to support reflective or secure self-
construction. This raises essential questions for education systems: how can schools,
universities, and non-formal institutions support stable identity development amid a digital
culture of fragmentation and surveillance?
In this context, the objective of this study is to analyze how digital environments
influence the development and restructuring of youth identity, with particular attention to the
pace and triggers of identity shifts. The speed of transformation refers to the intensity and
frequency of changes in self-perception and social positioning as youth interact with digital
platforms. This includes examining emotional, cognitive, and behavioral markers across
different digital ecosystems, such as educational platforms, social media, and mobile apps.
Natalia MAMEDOVA, Marina IVLEVA, Sergey VITYAEV, Olga BUZSKAYA, Alena AKIMOVA and Aleksandr RUBTSOV
Nuances: Estudos sobre Educação, Presidente Prudente, v. 36, n. 00, e025015, 2025. e-ISSN: 2236-0441
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Methods
The object of the study included software products whose functionality involves
collecting user data and providing access to resources based on this data (e.g., personal
information, activities, hobbies, etc.). These products included social networks, messengers,
service aggregators, online cinema platforms, government service portals, and educational
services available in Russia.
Particular attention was given to educational platforms and government-linked learning
systems, as these environments play a direct role in shaping youth identity through digital
interaction, evaluation, and participation.
The subject of the study focuses on the conditions under which processes emerge and
change during the interaction of various age groups with such software products. These
conditions include not only technical accessibility and platform functionality but also socio-
cultural and pedagogical dimensions, such as the degree of agency youth exercise within digital
learning environments and how feedback mechanisms influence self-perception.
To define the composition of age groups, the method of social stratification was used.
This method is based on grouping young people according to shared characteristics. In this
study, the characteristics considered were age, primary type of activity, and psychological
development features according to age. The primary types of activities selected included:
Education: This included opportunities for taking advanced training and retraining
courses. It also encompassed the use of formal digital educational tools such as
school/university portals, mobile learning apps, and state certification platforms;
Household activities: These involved meeting needs related to organizing and
performing household tasks, visiting retail establishments, service enterprises, government
institutions, etc;
Social processes: These referred to interactions with other people or groups united
by a specific attribute (e.g., interests, hobbies, professional activities).
The method of surveying was employed to identify processes characteristic of different
age groups and their use of digital technologies. The survey was conducted using software tools
that allowed remote collection of respondents answers. Respondents were invited to answer
questions without time constraints to gather information on:
Digital transformation: Features of youth identity in the modern information society
Nuances: Estudos sobre Educação, Presidente Prudente, v. 36, n. 00, e025015, 2025. e-ISSN: 2236-0441
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Which software tools they use;
In what life situations they use these tools;
What personal information they share in the digital environment and why.
Additionally, survey questions addressed the perceived impact of educational
technologies on personal development, motivation, and self-presentation in digital contexts.
These questions allowed for the identification of identity-related shifts occurring within
institutional digital ecosystems.
The collected data were processed to further study the specifications of these software
products and scientific literature related to the behavioral transformation of young people using
various digital tools. In analyzing the responses, the study sought to link individual digital
behaviors to broader ethical, cultural, and educational implications, especially in how digital
platforms influence youth identity formation and autonomy. This analysis employed the
axiomatic method, the method of apperception, and aspect analysis.
Results
The process of identifying factors influencing the rate of transformation in youth
identity processes consists of several stages, the content of which was determined by the nature
of the tasks performed.
At the first stage, age boundaries were defined to identify individuals classified as youth.
There is no universal global approach to defining these boundaries. For example, the UN
classifies youth as individuals aged 1524, noting that other age ranges may be used in member
states (Drapushko; Drapushko, 2022). These boundaries may vary not only by country but also
by the organization conducting the classification of social groups and the goals of the research.
For instance, the WHO defines youth as individuals aged 2544 (Kochkina et al., 2018).
An analysis of publications from organizations dealing with national statistics revealed
that lower age boundaries are typically set at 1416 years, while upper boundaries range from
2435 years. In Russia, the age of youth is legally defined in the Federal Law On Youth Policy
in the Russian Federation, specifying youth as a socio-demographic group of individuals aged
14 to 35, inclusive.
At the second stage, the main characteristics of youth activities were identified. To
achieve the research goal, the legislatively defined age range was divided into groups based on
Natalia MAMEDOVA, Marina IVLEVA, Sergey VITYAEV, Olga BUZSKAYA, Alena AKIMOVA and Aleksandr RUBTSOV
Nuances: Estudos sobre Educação, Presidente Prudente, v. 36, n. 00, e025015, 2025. e-ISSN: 2236-0441
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the primary activities typical for representatives of each age category. The following age ranges
were defined:
1. First group (1417 years): Characterized by processes related to education and
affiliative needs.
2. Second group (1821 years)
3. Third group (2230 years)
4. Fourth group (3135 years)
For young people in the first age range, education and affiliative needs are the
predominant activities. In Russia, children typically begin schooling at various ages (most
commonly 6.58 years), so the starting point for identifying age-related processes is 7 years.
At 1415 years, adolescents complete basic general education, which is mandatory. At 1617
years, they usually complete secondary general education either at school or in vocational
colleges.
An analysis of educational content revealed that digital technologies are actively used
to develop knowledge, skills, professional, and general cultural competencies (characteristic of
college educational programs) (Vaganova et al., 2020). Unified digital educational platforms
are created in regions, providing spaces with learning materials, simulators, and tools for
activity monitoring. For instance, Moscows Moscow Electronic School platform integrates
teachers, parents, and students into a single digital space. The system generates a digital student
profile that includes personal data to identify the individual, as well as information on academic
performance, materials viewed, etc. Reference materials can be used during lessons on
interactive boards or personal mobile devices, as well as during remote learning.
The lower age boundary of the first group is characterized by the development of
cognitive mental processes, ensuring consistent and differentiated personality formation. A
significant aspect for adolescents at this age is the sense of belonging to a peer group (e.g.,
based on common interests or hobbies) (Magomaeva, 2020). Social networks and messengers
are the primary means enabling these processes. These tools not only serve a communicative
function but also allow adolescents to express their viewpoints and emotions and improve self-
esteem.
For this age group, an orientation towards adult life is characteristic, and the use of
social networks enables experimentation with their own self (adopting social roles different
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from real life, creating an ideal self-image, and shaping personal lives based on images created
by other social network participants) (Veselova, 2014).
In addition, adolescents are actively involved in household processes where digital
products are widely utilized. Accessing content outside social networks often requires an
account that contains information about the adolescent and their interests. For instance, this
could be an account on streaming platforms or online cinemas. Such functionalities may involve
parental controls to restrict content or the use of falsified data to gain unrestricted access. These
digital tools typically collect user activity data in the background to create a corresponding
digital profile. This profile enables recommendation algorithms, content personalization,
marketing strategies, and other actions designed to enhance efficiency and, consequently, the
profitability of companies providing user access to these environments. Companies also
develop specialized offerings to integrate adolescents into their systems, such as family plans
for mobile networks, internet services, or bank accounts. Legislation defines the legal
mechanisms for such actions, such as requiring the consent of legal guardians to open a bank
account.
The processes involving digital systems and technologies in the second age group are
also linked to the physical and psychological development of young people and changes in their
societal roles. For most individuals, this age marks the beginning of an independent phase of
life, including the possibility of starting a family. Consequently, all household processes are
geared towards ensuring a persons normal functioning and creating comfortable and healthy
living conditions.
To interact with government agencies and access relevant services, young people
require a digital account containing all necessary personal information (e.g., passport details,
residence, employment). This account enables users to access information, request documents
or certificates from tax authorities, healthcare institutions, and other public services, and pay
utility bills, all without in-person visits.
At the age of 1821, individuals may pursue higher education or vocational training.
The content of their education depends on the chosen program, but its implementation
invariably involves digital technologies. These technologies facilitate communication between
teachers and students, visually present materials, and simulate processes to develop specific
professional competencies.
There is also the possibility of engaging in work instead of or alongside education. In
such cases, digital technologies are used for performing work tasks and organizing them. For
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example, courier services require specialized software to establish communication channels
between couriers, clients, and vendors.
For this age group, social networks and messengers remain widely used, although their
functions evolve slightly compared to adolescence, depending on the individuals social status,
interests, and current activities. A new work-related function also emerges: these applications
are increasingly used for professional communication with colleagues on work-related and non-
work-related matters. They may also be employed in the educational process for organizational
purposes or personal interactions between participants.
For other age groups, the use of digital products remains consistent, as these processes
are maintained. It should be noted that such processes can be permanent or temporary and may
evolve over time. For instance, educational processes may transform into professional
development or retraining programs, though the conceptual use of digital tools remains
unchanged. Additionally, individuals may continue their education, using digital tools for
postgraduate programs or advanced professional training.
Notably, after completing any educational programs or working in specific
organizations, young people gain the opportunity to create digital profiles on professional
platforms. These profiles enable remote communication with colleagues in their field, sharing
experiences, job hunting, or offering specialized services.
Discussion
The analysis of the results shows that the life of a modern young person is closely
intertwined with the constant use of digital technologies for organizing, supporting processes,
or simplifying the execution of various functions related to education, work, household
activities, and social engagement. In some cases, individuals cannot opt out of using digital
services, as government services rely on digital data processing. For instance, a digital profile
is automatically created in the public sector (e.g., a digital individual insurance number is
assigned at birth, and wages or other payments are processed through bank accounts). While
individuals can choose not to use messengers, social networks, online resources, e-commerce
platforms, and other software tools, this can create difficulties at certain points in life (e.g.,
inability to physically visit a store due to illness). Regardless of age, each person independently
sets the boundaries for their use of digital tools and determines the level of inconvenience they
are willing to endure.
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From an educational standpoint, the digital transformation of identity intersects directly
with how youth experience schooling, learning, and academic self-worth. Online platforms
used for educationsuch as virtual classrooms, assessment systems, or adaptive learning
environmentsbecome mirrors for digital self-perception. When learners receive feedback
only through digital scoring systems or automated grading, their understanding of success and
belonging becomes platform-dependent (Sudarnoto et al., 2025). It is essential that digital
education strategies include elements of emotional literacy, identity negotiation, and reflexive
use of technology to foster not just academic success but psychological stability.
As researchers point out, the active use of digital tools has been enabled by
advancements in technology, which allow for the instant transmission of information over long
distances, the storage and processing of vast amounts of heterogeneous data, and the emergence
of compact, multifunctional, and widely accessible smartphones (Adamides; Karacapilidis,
2020; Mamedova et al., 2022). The widespread use of software products, particularly mobile
applications, is attributed to their convenience, accessibility, and the variety of features offered
to different user categories. According to research, this is closely linked to the development of
operating systems that provide powerful tools for creating and deploying mobile applications.
The broad accessibility of these applications has been made possible by high-speed internet and
advancements in wireless technologies (the evolution of 3G, 4G, and 5G has ensured rapid
internet access for mobile devices, enabling the use of cloud services and streaming video)
(Olukunle et al., 2023).
To attract users, developers employ various strategies, including designing user-friendly
and intuitive interfaces and implementing adaptive features, while marketers focus on creating
and executing marketing campaigns or PR strategies.
The findings of this study align with assessments presented in the annual report on
changes in the digital market. According to this report, 90.4% of the countrys residents actively
use internet functionalities (73.5% are social network users), spending an average of 8 hours
and 21 minutes per day online, including 3 hours and 56 minutes on mobile device traffic
(Kemp, 2024).
Final considerations
This study contributes to a deeper understanding of how digital ecosystems shape youth
identity, particularly by identifying stratified behaviors across age groups and platform types.
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Key findings reveal that educational, social, and household activities now unfold in interlinked
digital spheres, which influence not only functional habits but also emotional, cognitive, and
social self-understanding. The study also highlights that digital profiles created in educational
and state systems contribute to new forms of institutional identity formation.
The results obtained hold theoretical significance. Studying identity dynamics helps
identify the mechanisms of identity formation and the factors influencing its changes under the
impact of digital technologies (e.g., digital platforms, social networks, and online communities
influencing youth self-identity and self-perception). These insights can contribute to the
development of the theory of social identity in sociology, highlighting the peculiarities of
socialization processes, group belonging, and social interactions within the virtual space. This
allows for an analysis of the specifics of interpersonal relationships and other connections
established through digital tools.
The results can also be used to develop educational strategies that account for the unique
perceptions and behaviors of youth, behavioral models for analyzing the influence of
globalization and digital technologies on culture and society, as well as state social policies.
The practical significance of the findings lies in their potential application in creating
effective tools to support psycho-emotional health and ensure safety in the digital environment.
Any information technology raises serious ethical questions, with the key issues being
how user data is used and how it affects user behavior and health. These concerns compel
both providers and consumers to reflect on the boundaries of acceptability and to define what
is appropriate. The current stage of digital technology development is characterized by the
active use of artificial intelligence (AI) not only for performing industrial or professional tasks
but also for analyzing user behavior and activity. This necessitates an understanding of the
features of future civilization development and humanitys place within it.
As a result, epistemological, anthropological, and ontological questions arise
concerning the creation of humanistic approaches to developing software products with AI
capabilities. These approaches should focus on human-centered and risk-oriented strategies
aimed at enhancing individual potential, cognitive abilities, and the preservation of human
civilization and culture.
The main obstacle to implementing such an approach is the creation of an information
space where, through the use of software tools, the reality experienced by the user is conditional
yet convincing. In such cases, the authenticity of an individuals personality may be diminished,
transforming it into a virtual identity and creating a conflict in the search for identity. This issue
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is particularly acute for young people, as their personalities are actively forming at this stage of
life and are subject to natural limitations.
The abundance of software products and opportunities available to users creates an
environment where various forms of behavior, norms, and values are constantly intermingling.
To navigate the digital environment effectively, users need to engage in critical analysis, self-
assessment, tolerance, responsibility, self-accountability, and the ability to anticipate
consequences.
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CRediT Author Statement
Acknowledgements: The authors express their sincere gratitude to the editorial team and
anonymous reviewers of Nuances: Estudos sobre Educação for their valuable comments
and constructive suggestions that helped improve the quality and clarity of this article.
Funding: The study was conducted with financial support from the Ministry of Science and
Higher Education of Russia (Research Project No. FSSW-2023-0053, Agreement No. 075-
03-2023-040/13).
Conflicts of interest: The authors declare no conflict of interest.
Ethical approval: The study was conducted using publicly available digital platforms and
anonymous survey data. All respondents participated voluntarily, and informed consent was
obtained where applicable.
Data and material availability: All data supporting the findings of this study are available
upon reasonable request from the corresponding author.
Authors contributions: All authors contributed equally to the conceptualization,
methodology, writing, and revision of the article. Natalia Mamedova led the theoretical
framework; Marina Ivleva and Sergey Vityaev conducted the data analysis; Olga Buzskaya
and Alena Akimova contributed to the survey design and interpretation of results;
Aleksandr Rubtsov revised and finalized the manuscript for publication.
Processing and editing: Editora Ibero-Americana de Educação
Proofreading, formatting, normalization and translation