A Biblioteca Central de Seattle e a “arquitetura metropolitana” de Rem Koolhaas (parte 1)

Marcos Gabriel Faccioli

Resumo


A obra da Biblioteca Central de Seattle, inaugurada em 2004, se insere numa
política pública daquele município do noroeste dos EUA consistente em renovar e
ampliar seu sistema de bibliotecas públicas apostando na permanência do livro
público aliado a novas tecnologias de informação. O Office for a Metropolitan
Architecture, liderado por Rem Koolhaas buscou tirar partido desta aposta para
criar, através dos meios da arquitetura, uma nova imagem da instituição biblioteca atraente a um usuário flâneur, por assim dizer. O projeto organizou baterias funcionais distintas na volumetria e nos condicionamentos e as agrupou
verticalmente sem a usual concordância de andares uns sobre os outros. Daí
resultou algo como que uma pilha de caixas agrupadas casualmente, para as
quais a curtain wall exterior provê uma “unidade” como que por empacotá-las
numa película transparente. O volume resultante repousa sobre os andares da
base do edifício, uma construção cerrada de concreto, como uma escultura sobre
um pedestal, mas uma escultura incomodada e rebelada, por assim dizer, com
esse pedestal. A compreensão desta obra conduziu-nos ao conceito de obra
alegórica e às raízes da proposta arquitetônica da “arquitetura metropolitana” de
Rem Koolhaas nas teses de Walter Benjamin sobre a modernidade em Baudelaire e a experiência da metrópole moderna.


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