O NAUFRÁGIO DOS DIAMANTES (ou a descaracterização do território pela usina hidrelétrica)

José Luiz Vaz Sousa, Marcelo Rodrigues Mendonça, Maria Geralda de Almeida

Resumo


As populações ribeirinhas cultivam estreitos vínculos com os rios, utilizando-os e às suas margens como fonte de sobrevivência. Em vários pontos do Brasil, é onde também garimpam diamantes. Esta foi, durante meio século, a atividade mais importante no município de Três Ranchos, localizado no extremo sudeste do Estado de Goiás. Represado em 1982 por uma usina hidroelétrica, o Rio Paranaíba transformou-se radicalmente e, por conta do alagamento dos sítios onde garimpava, converteu-se o garimpeiro num excluído típico. A descaracterização do território, provocada pelos extensos reservatórios de usinas hidroelétricas, condena os trabalhadores ao desterro, em dois sentidos: estrito, porque os obriga a sair de seus lugares, e figurado, pois mesmo reassentados, sentem-se degredados, banidos do ambiente onde construíram tantos significados para suas existências.

 


Palavras-chave


Trabalho; Garimpeiros; Hidrelétricas; Migração

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DOI: https://doi.org/10.33026/peg.v13i1.1139

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