AGRICULTURA FAMILIAR EM MOÇAMBIQUE: IDEOLOGIAS E POLÍTICAS/ Family agriculture in Mozambique: ideologies and policies/ Agricultura familiar en Mozambique: ideologías y políticas

João Mosca

Resumo


O texto apresenta, com um enquadramento teórico os processos de transformação e de integração/resistência do campesinato às diversas políticas económicas e públicas que, durante décadas, foram persistentes em secundarizar a agricultura e o meio rural. Estas dinâmicas estão também e de forma não menos importante, relacionadas com as diversas formas de penetração do capital no meio rural (mineiro, agrário, comercial, turismo), aos contextos internacionais e às ideologias da governação após a independência. O autor conclui que durante os últimos quarenta anos e independentemente das políticas e ideologias dominantes do poder, existiu uma persistência secundarização da agricultura e em particular do sector familiar e a não verificação de alguma tendência para a transformação estrutural do sector agrário. A não-priorização dos pequenos produtores é resultante dos modelos de crescimento e de padrões de acumulação, onde as alianças políticas e económicas são, primeiro, a cooperação e, depois, o capital externo, em conexão e facilitado pelas elites locais, que deles beneficiam, configurando uma acumulação interna dependente do padrão externo e assente na obtenção de rendas.


Palavras-chave


Campesinato; políticas; transformação estrutural; ideologia; Moçambique.

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