IMPACTOS DA MONOCULTURA DE EUCALIPTO SOBRE A ESTRUTURA AGRÁRIA NAS REGIÕES NORTE E CENTRAL DO ESPÍRITO SANTO/Impacts of eucalyptus monoculture on the agrarian structure in the northern and central regions of Espírito Santo

Adelso Rocha Lima, Eduardo Paulon Girardi, Daniel Mancio, Diorgenes da Costa Nunes

Resumo


A implantação de monocultivos de eucalipto para a produção de papel e celulose, considerado pela elite como desenvolvimento, provocou impactos no Espírito Santo, principalmente na região norte e central do estado, nas mais diversas dimensões, como é o caso da concentração da terra e da produção, da reduzida geração de postos de trabalho, principalmente no campo, no uso indiscriminado da água e do bloqueio à reforma agrária. Enquanto foram construídos territórios desses grandes projetos, a população, a floresta e os demais bens da natureza sofreram um processo de exploração, expropriação e extermínio, transformando floresta de Mata Atlântica diversificada em imensas áreas de pastagens e monocultivo de eucalipto, as quais constituem o que se chama deserto verde. O avanço da territorialização da monocultura de eucalipto ocorreu simultaneamente com a desterritorialização dos camponeses. A reforma agrária popular não apenas se contrapõe a esse projeto de monocultivos, mas enquanto projeto dos camponeses, apresenta-se como um dos pilares para um novo território e uma nova sociedade. Através de pesquisa bibliográfica, resultado da dissertação de mestrado, este artigo apresenta e confronta modelos divergentes de desenvolvimento e suas implicações para o conjunto da sociedade.


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