MOVIMENTOS INDÍGENAS, GEOGRAFIA E MARXISMO NA QUESTÃO AGRÁRIA BRASILEIRA: QUANDO “NOVOS” PERSONAGENS ENTRAM EM CENA/ Indigenous movements, Geography and Marxism in the Brazilian agrarian issue: when “news” characters get on the scene/ Movimientos Indígenas, geografías y marxismo en la cuestión agraria brasileña: cuando “nuevos” personajes entran en la escena

Márcia Mizusaki

Resumo


O artigo propõe-se a apresentar uma reflexão teórica a partir de referenciais marxistas e geográficos, sobre a atuação dos movimentos indígenas na América, em especial no Brasil, problematizando sobre os desafios da análise a partir do paradigma da luta de classes e apontando teoricamente a necessidade de ampliar o conceito, que não pode estar centrado exclusivamente numa categoria econômica. Destaca o caráter racial da divisão do trabalho implementado na América para a dominação colonial, apontando para a atuação dos movimentos indígenas que, ao reafirmarem modos particulares de existir e resistir, centrados em elementos não econômicos, emergem nesse cenário, como contradições estruturais desse modelo de dominação capitalista. Ao apropriarem-se politicamente da identidade indígena, reafirmam seus direitos originários a partir de valores não econômicos, ao mesmo tempo em que adquirem caráter de classe, no enfrentamento com proprietários de terra, com o capital.


Palavras-chave


movimentos indígenas; território; marxismo; questão agrária

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