A cafeicultura no Município de Osvaldo Cruz

Roberto Schuray Benjamin

Resumo


A cafeicultura brasileira passou por momentos de crises e de dinamismo que muito têm a ver com as fases dos ciclos longos de Kondratieff. Em Osvaldo Cruz não foi diferente. Ela começou na fase descendente do terceiro Kondratieff (1914-20 até 1948) e se firmou na fase ascendente do quarto Kondratieff (1948 até 1973), cujo sócio Mario dos pólos de poder, o fazendeiro-comerciante, era representado por um misto de fazendeiro e sitiante bem sucedidos. Na fase descendente do quarto Kondratieff (1973 até 1996) formou-se a quarta dualidade Brasiléia, tendo como sócio maior a burguesia industrial e como sócia menor a burguesia rural, com mentalidade empresarial. Em Osvaldo Cruz, no entanto, a cafeicultura continuou a ser sustentada pelo mesmo personagem representante do sócio maior do poder dual do terceiro Kondratieff, que não incorporou o papel de empresário rural. Pode ter sido essa a razão pela quar a decadência da cafeicultura estendeu-se até os primeiros anos da década de 90 naquele município. Surgem, contudo, movimentos para sua retomada ao iniciar-se o “quinto” Kondratieff (1997). Mas, terá havido mudanças na condição personagem do final do terceiro Kondratieff, representatne do sócio menor no quarto Kondratieff, para a condição de empresário rual? Voltará cafeicultura a gerar riquezas para Osvaldo Cruz?


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DOI: https://doi.org/10.33081/formação.v1i5.948

Revista Formação (Online). ISSN: 1517-543X. E-ISSN: 2178-7298

 

 

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