ALIMENTOS E MERCADOS: UMA QUESTÃO GEOPOLÍTICA E DE CLASSES

Eliane Tomiasi Paulino

Resumo


Imersa em um paradigma de eficiência técnica, a agricultura moderna tem conseguido responder aos imperativos de ampliação da produção, processo esse que não fugiu ao mecanismo de trocas desiguais, operado a partir da divisão internacional do trabalho. Nele, os países centrais controlam o desenvolvimento tecnológico e sua propagação, por meio de empresas transnacionais, cabendo aos demais incorporá-lo, ao preço da redefinição das relações de produção no campo e do acesso aos recursos naturais, condicionados aos desígnios da produção de escala. A relação de dominação/ subordinação implícita mudou o panorama mundial do mercado de alimentos, dado que os países periféricos mostraram-se cada vez mais empenhados em aumentar a produção de commodities, enquanto que os desenvolvidos optaram pelo caminho protecionista de sua agricultura. A conversão dos alimentos em uma questão de mercado culminou na atual inquietação mundial, em virtude da diminuição dos estoques e aumentos expressivos dos preços, crise que se anuncia não apenas como uma questão geopolítica, mas também como uma questão de classe. Estes são os contrapontos tratados neste texto.


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DOI: https://doi.org/10.33081/formacao.v1i14.708

Revista Formação (Online). ISSN: 1517-543X. E-ISSN: 2178-7298

 

 

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