AVALIAÇÃO DA RELAÇÃO ENTRE INCÊNDIOS E PRECIPITAÇÃO NAS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO PARQUE ESTADUAL DO BIRIBIRI E PARQUE ESTADUAL DO RIO PRETO

Marcos Vinicius Martins Ferreira

Resumo


 

A proteção dos recursos naturais é de grande importância para o desenvolvimento sustentável. Assim, a criação de unidades de conservação, como os parques estaduais do Biribiri, em Diamantina/MG e do Rio Preto, em São Gonçalo do Rio Preto/MG, é um caminho a ser seguido. Dentre os impactos ambientais ocorridos nessas unidades, aqueles provocados pelos incêndios estão entre os principais. Para o senso comum, a ocorrência dos incêndios está associada à pluviosidade, pois entende-se que períodos sem chuva podem favorecer a incidência de ocorrências. Assim, este artigo tem o objetivo de analisar a relação entre a chuvas e os incêndios nas duas unidades de conservação mencionadas a cima. Diante do que foi discutido neste trabalho pode se dizer que a chuva mantém de fato uma correlação com as ocorrências de incêndios florestais, mas está correlação deve ser considerada fraca, já que os incêndios tendem a se concentrar entre o final do período seco e começo do período chuvoso, pois o combustível extremamente ressecado torna-se mais propenso a se inflamar, mesmo em caso de chuva, pois a mesma não seria suficiente para umedecer esse combustível a ponto de ele não se inflamar. Assim, torna-se necessário que os gestores das unidades de conservação, levem em conta essa situação para definir suas estratégias de prevenção e combate aos incêndios florestais.


Palavras-chave


Unidades de Conservação; Incêndios Florestais; Precipitação Pluviométrica; Mudanças climáticas

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Caderno Prudentino de Geografia - ISSN: 2176-5774

 

Associação dos Geógrafos Brasileiros - Seção Local Presidente Prudente