ACABOU A LICENÇA MATERNIDADE, E AGORA? NÃO TENHA MEDO DA CRECHE!

Giselle Modé Magalhães

Resumo


Com o intuito de defender a escola de educação infantil desde os primeiros meses de vida, o presente artigo toma a unidade dialética entre natureza humana e cultura como eixo para analisar o processo de desenvolvimento infantil no primeiro ano de vida, assim como apontar princípios educativos para o professor que trabalha com esta faixa etária. Para tal, buscamos amparo nos estudos da Psicologia Histórico-Cultural e da Pedagogia Histórico-Crítica, ciências que se apropriam do Materialismo Histórico-Dialético e superam concepções naturalizantes e mecanicistas de desenvolvimento, afirmando, portanto, a necessidade do ensino desde o nascimento. Dessa forma, inicialmente, apresentamos a unidade dialética como unidade de contrários, e, consequentemente, a natureza humana e a cultura como polos opostos e interiores ao fenômeno estudado, qual seja, o desenvolvimento global do indivíduo. Na sequência trazemos a compreensão da presença dessa unidade dialética nos principais marcos do processo de desenvolvimento no primeiro ano de vida. Posteriormente, afirmamos que seja função da escola de educação infantil apontar em seu currículo atividades que visem a humanização dos bebês pela incorporação de elementos culturais que promovam a transformação de seu aparato elementar e permitam o surgimento de novas necessidades sociais. Assim, ao final do artigo, defendemos a matrícula do bebê na creche tão logo termine a licença maternidade/paternidade da(o) cuidadora(or).

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DOI: https://doi.org/10.14572/nuances.v28i3.5155


Revista Eletrônica do Programa de Pós-Graduação em Educação e do Departamento de Educação da Faculdade de Ciências e Tecnologia/Unesp - Presidente Prudente.

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