O EXÍLIO DA NARRATIVA E A NARRATIVA DO EXÍLIO PLURALIDADE E DIFERENÇA EM TEMPOS SOMBRIOS

Maurício Liberal Augusto

Resumo


Este artigo dialoga com reflexões de Hannah Arendt anteriores à publicação de Origens do totalitarismo (1951), especialmente os chamados escritos judaicos e alguns excertos de sua correspondência com Karl Jaspers. Ela ressalta a importância do mestre e amigo na formação de um juízo político independente em tempos sombrios e a judeidade como afirmação política de uma diferença ontologicamente radicada na natalidade. Aqui, sugere-se que os anos de formação do pensamento político de Arendt sejam apreciados como um exílio da narrativa, um exercício de pensamento em que o silêncio da linguagem convida o narrador a expressar-se numa narrativa do exílio. No âmbito da filosofia da educação, ao traduzir a experiência do exílio político e identitário, a radicalidade da narrativa arendtidiana testemunha a violação à pluralidade humana e ajuda a pensar o sentido formativo da diferença, isto é, o cultivo de uma ética da diferença


Palavras-chave


Hannah Arendt; narrativa; identidade; judeidade; ética da diferença.

Texto completo:

ARTIGO


DOI: https://doi.org/10.14572/nuances.v27i2.4330


Revista Eletrônica do Programa de Pós-Graduação em Educação e do Departamento de Educação da Faculdade de Ciências e Tecnologia/Unesp - Presidente Prudente.

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