EDUCAÇÃO ESCOLAR, ALTERIDADE E A JUDICIALIZAÇÃO DA VIDA NA CONTEMPORANEIDADE

Rafael Bianchi Silva, Millien Lacerda Malinowski

Resumo


Este artigo busca apresentar uma compreensão sobre a construção das expectativas referentes à judicialização do cotidiano escolar e como estas refletem as relações sociais no contemporâneo. Para tanto, buscou-se analisar esse fenômeno a partir do discurso de uma crise da alteridade no contemporâneo que parece predispor as pessoas a apostarem na judicialização como saída para os problemas vivenciados no ambiente escolar. Entende-se que a escola consiste em locus privilegiado para a criação de espaços relacionais que propiciem o exercício da alteridade, o convívio com as diferenças e o reconhecimento do outro, podendo ressignificar as relações segundo uma lógica que escape à mercantilização da vida. Desse ponto de vista, considera-se que tratar a questão exclusivamente de acordo com a perspectiva da judicialização pareceria desperdiçar esse espaço privilegiado da escola (e cada vez mais escasso na contemporaneidade) de encontro com o outro. Conclui-se que, sem pretender que a escola ofereça respostas totalizantes, por outro lado, que a terceirização da resolução desta problemática ao judiciário, que atuará conforme uma lógica de subsunção dos conflitos escolares a uma parametrização legal, bem como de delimitação de vítimas e culpados, tampouco poderá alcançar a eficácia de uma prática educativa comprometida com a questão da alteridade. 


Palavras-chave


Educação; Pós-modernidade; Poder Judiciário; Alteridade.

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DOI: https://doi.org/10.32930/nuances.v29i2.4316


Revista Eletrônica do Programa de Pós-Graduação em Educação e do Departamento de Educação da Faculdade de Ciências e Tecnologia/Unesp - Presidente Prudente.

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