O LUGAR DA REPRESENTAÇÃO SOCIAL DE PROFESSOR SOBRE O AFETO EM SALA DE AULA: UMA ESCUTA PSICANALÍTICA

Maria de Lourdes Soares Ornellas

Resumo


Sabe-se que a sala de aula é o lugar em que o professor e o aluno buscam saberes e conhecimentos bem como se relacionam de forma prazerosa e desprazerosa. Nesta perspectiva uma pergunta emerge: que lugar teria a representação social de professor-aluno sobre o afeto na sala de aula? Observa-se que para a psicanálise o construto afeto encontra-se no campo da ambivalência, ou seja, afeto não é concebido apenas no imaginário do amor romântico, mas encontra-se na dimensão do prazer e desprazer. Logo, Freud (1976) fala que o afeto pode ser conceituado como qualquer estado afetivo, penoso ou desagradável e se apresenta sob a forma de uma descarga maciça no enlace com a energia pulsional. Nesse enfoque, Lacan (1978) tenta ampliar o conceito quando traz o neologismo amódio, isto é, amor e ódio se enodam e são estruturantes para a constituição do sujeito. Por essa via é possível pontuar que o lugar da representação social de professor sobre afeto em sala de aula esteja ancorada na relação transferencial professor-aluno.

Palavras-chave


afeto; professor-aluno; sala de aula; representação social

Texto completo:

Artigo


DOI: https://doi.org/10.14572/nuances.v16i17.328


Revista Eletrônica do Programa de Pós-Graduação em Educação e do Departamento de Educação da Faculdade de Ciências e Tecnologia/Unesp - Presidente Prudente.

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